quarta-feira, 7 de julho de 2010

ESCOLHE OLHAR AS BENÇÃOS

Se a doença te visita trazendo-te sofrimento, medo, apreensão,
escolhe olhar as bênçãos. Não dês força para a doença.
Escolhe olhar para as outras partes de tua vida onde tudo está fluindo normalmente.

Se perdeste um ente querido cuja ausência deixou-te pela metade,
escolhe olhar as bênçãos. Não te detenhas na perda.
Olha para os que ficaram e precisam da tua força, do teu sorriso, da tua presença.
Olha para ti mesmo. És responsável pelo teu bem estar.

Se dificuldades financeiras te afligem, não as aumente com reclamações e desatinos.
Talvez seja um treino, uma lição a ser aprendida que se mostrará muito útil no transcorrer da tua vida. Escolhe olhar as bênçãos pois certamente há milhares delas ocorrendo em tua volta neste exato momento.

Se estás passando por grande injustiça, humilhação, traição ou abandono,
se tuas melhores virtudes não são reconhecidas nem valorizadas pelos que te cercam, não oprimas ainda mais a ti mesmo alimentando mágoas, ira ou desalento.
Escolhe olhar as bênçãos que, com certeza, ainda vicejam no jardim da tua existência.

Se um mal incurável apresentou-se-te sinalizando a bancarrota de todos os teus ideais e de todo o teu amor à vida, não te deixes tomar pelo desespero. Escolhe viver o tempo que te resta da melhor maneira possível, lembrando que a morte é a grande niveladora para todos, indistintamente. Mas enquanto ainda há vida, escolhe olhar as bênçãos que já desfrutaste e as muitas que ainda estão bem ao alcance de tua mão.

Se atravessas momentos de grande aflição, perdido dentro de ti mesmo,
se perdeste a fé em ti, em Deus e nos homens,
se vês cair por terra a construção que levaste anos para erigir,
se percebes que será preciso rejuntar todos os cacos para recompor uma vida onde nada mais será como antes, tenta manter-te sereno e flexível.
Confia ao menos no tempo que, no momento certo, te fará renascer das cinzas.
Insiste em olhar as bênçãos. Elas estão presentes como o sol que as nuvens momentaneamente obscureceram.

Em todos as fases da tua vida, por mais desafiadoras que se te apresentem, por mais que onerem tua alma ao limite do insuportável para ti, tenta aquietar-te por um momento e tenta deter-te no Bem.
Acalma-te!

Talvez argumente o leitor: dizes isto porque não estás em minha pele, ignoras o meu fardo, não passaste pelo que eu estou passando.
Não, meu amigo! Apenas eu tenho verificado que qualquer fardo, por mais esmagador que seja, torna-se mais leve e mais fácil de ser carregado ou suportado quando escolhemos não fortalecê-lo, mas preferimos integrá-lo, aceitá-lo ou resolvê-lo, insistindo em olhar as bênçãos que se apresentam generosas e abundantes, mesmo em meio ao caos.

Sem comentários:

Enviar um comentário