quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

AVANCE SEMPRE

Na vida as coisas, às vezes, andam muito devagar.

Mas é importante não parar. Mesmo um pequeno avanço na direção certa já é um progresso, e qualquer um pode fazer um pequeno progresso.

Se você não conseguir fazer uma coisa grandiosa hoje, faça alguma coisa pequena. Pequenos riachos acabam convertendo-se em grandes rios.

Continue andando e fazendo.

O que parecia fora de alcance esta manhã vai parecer um pouco mais próximo amanhã ao anoitecer se você continuar movendo-se para frente.

A cada momento intenso e apaixonado que você dedica a seu objetivo, um pouquinho mais você se aproxima dele. Se você pára completamente é muito mais difícil começar tudo de novo.

Então continue andando e fazendo.

Não desperdice a base que você já construiu.

Existe alguma coisa que você pode fazer agora mesmo, hoje, neste exato instante.

Pode não ser muito mas vai mantê-lo no jogo.

Vá rápido quando puder.

Vá devagar quando for obrigado.

Mas, seja, lá o que for, continue.

O importante é não parar!!!

PAI NOSSO

Jesus de Nazaré, durante os poucos anos em que emprestou Sua presença amiga aos sofredores e ignorantes da Terra, foi visto muitas vezes orando.

Um dia, um dos apóstolos rogou a Ele, com desejo sincero de aprender: “Mestre, ensina-nos a orar”.

E Jesus, elevando o pensamento ao alto, ensinou a mais bela síntese de como se deve fazer uma prece, proferindo a oração dominical, mais conhecida como “Pai Nosso”.

Considerando todos os demais ensinamentos do Cristo, podemos perceber em Sua oração mais que uma simples prece, mas um roteiro seguro do qual podemos extrair profundas lições.

Quando Jesus diz: Pai nosso, evoca o Criador com suprema humildade e submissão, como quem busca a proteção divina de alma aberta. No entanto, será inútil dizer: Pai nosso, se meus atos me desmentem e meu coração está sempre fechado aos apelos do amor fraternal.

Quando Ele diz: que estais nos céus, reconhece a supremacia e a grandeza do Senhor do Universo, que a tudo governa com extrema sabedoria. Mas de nada valerá dizer: que estais nos céus, se meus olhos só percebem as coisas materiais e meus valores são bem terrenos.

Quando Jesus fala: santificado seja o vosso nome, demonstra o respeito e a veneração pelo Ser supremo. Todavia, se só busco Deus por formalidade e o nego sistematicamente nos mínimos gestos, não adianta dizer: santificado seja o vosso nome.

Quando Jesus roga: venha a nós o vosso reino, Sua alma se abre para nos ensinar que o reino de Deus está dentro de cada um e que para encontrá-lo é preciso buscar com todas as forças. Mas, se gasto a maior parte do meu tempo construindo um reinado de aparências e futilidades, será inútil dizer: venha a nós o vosso reino.

Quando Jesus profere as palavras: seja feita a vossa vontade, submete-se fielmente ao Pai, confiante em Suas soberanas leis. Entretanto, será inútil dizer: seja feita a vossa vontade se, em verdade, o que eu quero mesmo é que todas as minhas vontades e os meus desejos mesquinhos se realizem.

Jesus pede: o pão nosso de cada dia nos dai hoje. Sua rogativa é de um filho agradecido, que reconhece a misericórdia e a providência divinas. Mas direi em vão: o pão nosso de cada dia nos dai hoje, se nada faço para conquistar o pão que me dá o sustento ou, se o possuo em abundância, desprezo aqueles que padecem fome e frio.

Jesus fala: perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Neste pedido ensina uma lei simples e imutável que estabelece o perdão como condição básica para se ser perdoado. No entanto, se injusto, gosto de oprimir os mais fracos, desprezo as mínimas regras de solidariedade, e guardo toda mágoa como um tesouro precioso, será inútil dizer: perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.

Ao rogar ao Pai: não nos deixeis cair em tentação, Jesus nos convida a buscar o amparo do alto para as nossas intenções de auto-superação, de renovação íntima, de construção do homem novo. Mas, de nada adiantará dizer: não nos deixeis cair em tentação, se me entrego aos apelos íntimos dos instintos inferiores que teimam em comandar os meus atos, afastando-me do caminho do Bem.

Jesus solicita ao Criador: livrai-nos do mal. Um ensinamento valioso para todos aqueles que buscam agir com retidão e desejo sincero de não se afastar das soberanas leis de Deus. Todavia, será inútil dizer: livrai-nos do mal... se por minha livre vontade busco os prazeres materiais, e tudo o que não é lícito me seduz.

E, por fim, será inútil dizer: amém ou, que assim seja, se admito que sou assim e alego fraqueza para alterar meu mundo íntimo, nada fazendo para melhorar a minha condição espiritual.

Pense nisso!

Importante atentar para a grandeza dos ensinos do Sublime Galileu.

Atendendo a um simples pedido de um apóstolo, Jesus legou à humanidade um roteiro que poderá nos conduzir com segurança na escalada para a auto-realização.

Basta que procuremos seguir esse roteiro com disposição e coragem e, acima de tudo, com muita vontade.

A força de um homem

A força de um homem
não é vista na largura de seus ombros
Vê-se na largura de braços que o rodeiam.

A força de um homem
não está no tom profundo de sua voz.
Está nas palavras delicadas que sussurra.

A força de um homem
não é medida por quantos amigos ele têm.
É medida no quanto
é um bom amigo com seus filhos.

A força de um homem
não está em como é respeitado no trabalho.
Está em como é respeitado no repouso.

A força de um homem
não está no cabelo em seu peito.
Está no coração
que se encontra dentro de seu peito.

A força de um homem
não está em quantas mulheres amou.
Está em se ele pode
verdadeiramente amar uma mulher.

A força de um homem
não está em como duramente bate.
Está em como amorosamente ele toca.

A força de um homem
não está no peso que pode levantar.
Está na carga que pode compreender e superar.

Espiritualidade Sem Dogmas

As pessoas pensam antes de agir. A mente abre caminho para o gesto prático. Mas o que inspira e ilumina a mente pensante, a não ser a alma imortal? O que seria de nós sem nossa essência espiritual, aquele centro de luz e verdade em nosso interior?

É a intuição que abre caminho para o pensamento. Mas quase sempre esquecemos disso. Nossa consciência intuitiva age de modo misterioso e inconsciente, e são raros os momentos em que percebemos o seu funcionamento. Ela nos guia e protege silenciosamente, porque em geral o cérebro físico não consegue captar os sinais da sua atuação.

Inteligência racional, sentimento religioso e intuição espiritual são fatores decisivos para a evolução humana.
As três funções são inseparáveis entre si, porém, ao mesmo tempo, cada uma delas é diferente e autônoma em relação às outras.
A busca científica, por exemplo, amplia os níveis conscientes da mente e deseja total liberdade diante de quaisquer dogmas religiosos. Mas o cientista é inspirado pela dimensão espiritual e intuitiva da vivência religiosa, da contemplação do absoluto, da magia do cosmo.

A intuição e o sentimento religioso nos possibilitam ter acesso ao que está além do pensamento. Albert Einstein, um dos maiores cientistas de todos os tempos, escreveu:

“O espírito científico, fortemente armado com seu método, não existe sem a religiosidade cósmica. Ela se distingue da crença das multidões ingênuas que consideram Deus um ser de quem esperam bondade e do qual temem castigo – um sentimento exaltado semelhante aos laços do filho com o pai; um ser com quem também estabelecem relações pessoais, por respeitosas que sejam.”


O espírito científico, segundo Albert Einstein, não existe sem a religiosidade cósmica, que consiste no êxtase diante da harmonia das leis da natureza.
Para Einstein, essa religiosidade primária não é a do cientista. Ele diz: “O sábio, consciente da lei de causalidade de qualquer acontecimento, decifra o futuro e o passado, que estão submetidos às mesmas regras de necessidade e determinismo. (...)
Sua religiosidade consiste em espantar-se, em extasiar-se diante da harmonia das leis da natureza, revelando uma inteligência tão superior que todos os pensamentos humanos e todo seu talento não podem desvendar, diante dela, a não ser seu próprio nada irrisório.
Esse sentimento desenvolve a regra dominante da sua vida, de sua coragem, na medida em que supera a escravidão dos desejos egoístas” (Como Vejo o Mundo, Albert Einstein, Ed. Nova Fronteira, RJ, 1981, 213 pp. Ver p. 23).

Através da ciência, a mente humana não só descobre o mundo natural, mas aprende a identificar nele as mesmas leis divinas que regem o mundo espiritual e o mundo psicológico. A pesquisa científica é um dos caminhos que nos permitem ter acesso ao conhecimento do mundo divino, assim como a arte, a religião, o amor altruísta, a meditação.

Desde o início da história humana, as religiões ensinaram a unidade de todas as coisas. As ciências também sabiam dessa verdade universal; afinal, até alguns séculos atrás, o conhecimento científico era inseparável da religião. Foi a partir do início do século 16 que a ciência declarou sua independência. Isso ocorreu porque as religiões haviam decaído, passando a ser dogmáticas e a fazer o oposto do que pregavam.

Naquele momento, as descobertas tecnológicas e a exploração geográfica e econômica de novos continentes expandiam poderosamente o lado prático da mente humana, enquanto do ponto de vista religioso ela continuava presa a limites estreitos.
Ao mesmo tempo, eufórica com sua visão mecânica da vida, a ciência parecia esquecer da unidade interior de todas as coisas.
Os cientistas acreditavam que o universo inteiro podia ser visto, e manipulado, como um mecanismo material composto de inúmeras coisas separadas. Mas a descoberta dos elétrons, a física de Einstein e a mecânica quântica do século 20 abriram novos rumos e mostraram outra vez a unidade magnética e essencial de todos os seres e objetos do universo, sejam eles grandes ou pequenos, macrocósmicos ou microcósmicos.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

NÃO alimente inimizades!

Procure fazer as pazes com todos aqueles que estão de mal com você.
Aproveite a oportunidade de estar ao lado de seus adversários, para fazer-lhes bem, em troca do mal que lhe fizeram.
Não deixe escapar o ensejo de anular o mal em torno de você, enquanto estiver na Terra, para que, ao sair dela, tenha sua consciência tranquila.

TÃO SÁBIO ......

Por que as pessoas gritam?
Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:
"Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?"
Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles.
"Mas, por que gritar quando a outra pessoas está ao seu lado?" , questionou novamente o pensador.
Bem, gritamos porque queremos que a outra pessoas nos ouça, retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar
"Então não é possível falar-lhe em voz baixa?"
Várias outras pessoas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.
Então ele esclareceu:
Vocês sabem porque se grita com uma pessoas quando se está aborrecido?
O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.
Quanto mais aborrecidas estiverem, mas forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância. Por outro lado o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por que? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. As vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam seque sussurrar, apenas se olham, e basta. Seus corações se entendem.
É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.
Por fim o pensador conclui, dizendo:
Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distancie mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta!

É O MESMO

“Pois o mesmo Pai vos ama.” – Jesus. (João,
16:27)


Ninguém despreze os valores da confiança.

Servo algum fuja ao benefício da cooperação.

Quem hoje pode dar algo de útil, precisará possivelmente amanhã de alguma
colaboração essencial.

Todavia, por enriquecer-se alguém de fraternidade e fé, não olvide a
necessidade do desenvolvimento infinito do bem.

Os obreiros sinceros do Evangelho devem operar contra o favoritismo
pernicioso.

A lavoura divina não possui privilegiados. Em suas seções numerosas há
trabalhadores mais devotados e mais fiéis; contudo, esses não devem ser
categorizados à conta de fetiches e, sim, respeitados e imitados por
símbolos de lealdade e serviço.

Criar ídolos humanos é pior que levantar estátuas destinadas à adoração. O
mármore é impassível, mas o companheiro é nosso próximo de cuja condição
ninguém devia abusar.

Pague cada homem o tributo de esforço próprio à vida.

O Supremo Senhor espera de nós apenas isto, a fim de converter-nos em
colaboradores diretos.

O próprio Cristo afirmou que o mesmo Pai que o distingue ama igualmente a
Humanidade.

O Deus que inspira o médico é o que ampara o doente.

Não importa que asiáticos e europeus o designem sob nomes diferentes.
Invariavelmente é o mesmo Pai.

Conservemos, pois, a luz da consolação, a bênção do concurso fraterno, a
confiança em nossos Maiores e a certeza na proteção deles; contudo, não
olvidemos o dever natural de seguir para o Alto, utilizando os próprios pés.

PROCURE

PROCURE dar exemplos de paciência e desprendimento, servindo a todos com bondade e dedicação.

A verdadeira vida é a vida do amor e do serviço.

Derrame seu amor sobre todas as coisas, desde a tenra plantinha até as constelações que gravitam nos espaços sidéreos.

Mas, sobretudo, seja paciente e desprendido com as criaturas humanas, que vivem a seu lado, como seus companheiros de jornada.

ACALMA O MEU PASSO, SENHOR

Desacelera as batidas do meu coração,
acalmando a minha mente.

Diminui o meu ritmo apressado com uma
visão da eternidade do tempo.

Nas confusões do dia a dia, dá-me
a tranqüilidade das montanhas.

Retira a tensão dos meus músculos e nervos
com a música tranqüilizante dos rios de águas
constantes que vivem em minhas lembranças.

Ajuda-me a conhecer o poder mágico e
reparador do sono.

Ensina-me a arte de tirar pequenas férias:
reduzir o meu ritmo para contemplar uma
flor, falar com os amigos, afagar uma
criança, ler um poema, ouvir uma música.

Acalma o meu passo, Senhor, para que eu
possa perceber no meio do incessante
labor quotidiano dos ruídos, lutas, alegrias,
cansaços ou desalentos, a Tua presença
constante no meu coração.

Acalma o meu passo, Senhor, para que eu
possa entoar o cântico da esperança,
sorrir para o meu próximo e calar-me
para ouvir a Tua voz.

Acalma o meu passo, Senhor, e inspira-me
a enterrar as minhas raízes no solo dos valores
duradouros da vida, para que eu possa
crescer até as estrelas do meu destino maior.

Obrigado Senhor, pelo dia de hoje,
e sobretudo pela Tua presença em
minha vida.

CAMINHA...

A vida é uma estrada,
com trilhas a desbravar,
e escolhas por realizar!
Segue à margem do caminho,
e que teu guia seja o coração.
Vislumbra a magia de viver!!
A vida te abraça e te brinda.
Afasta a melancolia,
e agradece ao Pai,
as oportunidades de cada dia.
Olha para o ontem...
o fio perdido não será retomado,
as palavras silenciadas,
e as lágrimas choradas,
serão sombras enraizadas,
que deverão ser podadas.
Olha para o amanhã...
ele te leva por qualquer estrada
sem a certeza de chegada,
então viva o hoje,
e comemore a vida!!
Viver é festa,
o que sobra é alegria!

MANTENHA a amizade de seus amigos

MANTENHA a amizade de seus amigos.

Saiba retribuir com gratidão os benefícios que recebe.

Não seja ingrato!

Se de alguém recebeu benefícios, não o esqueça, não o expulse da roda de sua amizade.

Não fira seus amigos, não magoe aqueles que muitas vezes se sacrificaram, para dar-lhe momentos de alegria.

Não negue seu carinho àqueles que se desvelaram para proporcionar-lhe felicidade.

SANTIDADE OU RETIDÃO"

Uma das coisas que gosto muito de fazer é observar as pessoas em suas
grandes concentrações (familiares - festivas - sociais). Isso porque
daí nasce o gesto brusco do comportamento, modo de reagir às
"provocações" cotidianas que as cercam. Gosto de observar como as
pessoas concebem, por exemplo, conceitos sociais, políticos,
religiosos, familiares, populares ... Poderíamos enumerar dezenas
desses conceitos, mas quero ater-me em um especial. Sempre
impressiona-me a forma com que as pessoas denotam a palavra e o
conceito de santidade.

Elas insistem muito em creditar o conceito de santidade a pessoas que
não tem ansiedades, ilusões, angústias, fraquezas, decepções, e que
não decepcionam. Começam a perceber que essa santidade não existe em
plenitude em nenhuma pessoa que faz parte do seu rol de amizades e
convivência do dia a dia, quer na rotina do trabalho, quer nos
encontros casuais enquanto trafegam pelas ruas e vielas, quer nos
momentos de lazer. ~"

As pessoas começam a perceber que não há outras livres totalmente de
fragmentos de inveja, mesquinharia, mentira, desconfiança,
indiferença, interesse pessoal e outras mazelas ... , em maior ou
menor escala. Assim, começam a escolher o seu grupo ou clã em que
possam conviver e confiar. Os grupos, em maior ou menor grau, são
excludentes, uma vez que em si eles acolhem a menor parte da
sociedade. Eles podem ser morais ou imorais, legais ou ilegais. Um
grupo filantrópico, por exemplo é moral e legal. Mas pode afirmar em
si aquilo que os outros não são e não fazem... Um grupo de traficantes
é imoral e ilegal, e pode justificar a latente situação por ser
excluído da sociedade. Mas se outras pessoas aderirem ao referido
grupo ou se manifestarem com interesse maior e "prejudicial" ao
existente são excluídas e punidas. E muitas delas pagam com o preço da
própria vida. E por aí vai um ciclo vicioso e social que parece não
ter fim.

Por esse motivo, as pessoas querem perceber e encontrar uma santidade
para si e para as outras se elas estiverem fora de toda essa
realidade, fora do social, fora do cotidiano, fora das angústias.

Ora, não somos anjos. Somos humanos. O anjo é um ser espiritual. Anjo
é designação de encargo, não de natureza. Se perguntares pela
designação da natureza, é um espírito; se perguntares pelo encargo, é
um anjo: é espírito por aquilo que é, é anjo por aquilo que faz.

Nem tanto ao céu, nem tanto à terra.
Encontramos santidade nos pequenos gestos de cada dia. No almoço que a
mãe faz todos os dias com humildade e leva à mesa para saciar os
filhos; no labor cotidiano de cada pai de família para trazer os
proventos ao seu lar; na rua varrida pelo gari; na justa causa
defendida pelo advogado; no médico que administra uma cirurgia e
prolonga a renovação do processo vital, recuperando uma vida; na vida
que nasce nesse momento, enquanto lês esse artigo; na vida que encerra
o seu tempo terreno enquanto fazes o mesmo; no ir e vir do motorista,
nas estradas esburacadas, embaixo de sol e chuva e longe de casa; nas
mãos santas e ungidas do sacerdote que consagra o Pão para a Santa Ceia.
A santidade e a retidão estão no modo como reagimos e suportamos os
nossos afazeres.

Por fim, nós sabemos bem, como a Sagrada Escritura e a Igreja nos
ensinam, que o único Mediador entre Deus e os homens é Jesus Cristo.
Mas nós sabemos também, para nossa grande consolação, que os Santos,
nossos irmãos, tentaram imitar Jesus à perfeição durante a sua vida
terrena e, vivendo uma vida de fé e de caridade heróica, dedicaram a
sua vida a Deus e aos irmãos. Ora, próximos de Cristo no paraíso, eles
são modelos de imitação e nossos intercessores.

Não nasceram santos e nem viveram alheios à vida cotidiana. Apenas
buscaram amar os outros e aquilo que faziam.

"Sede perfeitos como vosso Pai Celeste é perfeito" (MT 5,48).

ESTRELAS

Estrelas...

Senhor:
ante o céu estrelado,
que nos revela a tua grandeza,
deixa que nossos corações se unam
à prece das coisas simples...

Concede-nos, Pai,
A compaixão das árvores,
a espontaneidade das flores,
a fidelidade da erva tenra,
a perseverança das águas que
procuram o repouso nas profundezas,

a serenidade do campo,
a brandura do vento leve,
a harmonia do outeiro,
a música do vale,
a confiança do inseto humilde,

o Espírito de serviço da Terra benfazeja,
para que não estejamos recebendo,
em vão, Tuas dádivas, e para que o
Teu Amor resplandeça no centro de
nossas vidas, agora e sempre.
Assim seja

Venha ser feliz

Venha ser feliz, se descobrir,
ter a própria vida transformada,
sem medo de seguir adiante, sem barreiras.
Venha ser feliz, vamos, dê a sua mão.
Não deixe o medo te paralisar,
para o seu futuro mudar,
esse primeiro passo terás que dar.

Não importa o que passou,
as lágrimas derramadas,
a família que desmoronou,
o emprego perdido,
a chance desperdiçada,
o amor incompreendido,
a marca no coração.

Hoje, exatamente agora,
uma porta se abre em meio aos espinhos,
uma mão está estendida em sua direção,
radiante e poderosa, é um abraço acolhedor.
Venha ser feliz, diz a voz que parece um canto,
te convidando para a plenitude, e mostrando uma luz,
a porta que se abre é a vida, é o caminho, é a verdade,
é a nova vida, é o próprio Jesus.

Venha ser feliz ainda hoje...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

QUE TEMOS COM O CRISTO?

"Ah! que temos contigo, Jesus Nazareno?
Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus."
(Marcos, 1,24)


Grande erro supor que o Divino Mestre houvesse terminado o serviço ativo, no
Calvário.

Jesus continua caminhando em todas as direções do mundo; seu Evangelho
redentor vai triunfando, palmo a palmo, no terreno dos corações.

Semelhante circunstância deve ser lembrada porque também os Espíritos
maléficos tentam repelir o Senhor diariamente.

Refere-se o evangelista a entidades perversas que se assenhoreavam do corpo
da criatura. Entretanto, essas inteligências infernais prosseguem dominando
vastos organismos do mundo.

Na edificação da política, erguida para manter os princípios da ordem
divina, surgem sob os nomes de discórdia e tirania; no comércio, formado
para estabelecer a fraternidade, aparece com os apelidos de ambição e
egoísmo; nas religiões e nas ciências, organizações sagradas do progresso
universal, acodem pelas denominações de orgulho, vaidade, dogmatismo e
intolerância sectária.

Não somente o corpo da criatura humana padece obsessão de Espíritos
perversos. Os agrupamentos e instituições dos homens sofrem muito mais.

E quando Jesus se aproxima, através do Evangelho, pessoas e organizações
indagam com pressa: que temos com Cristo? Que temos a ver com a vida
espiritual?

É preciso permanecer vigilante à frente de tais sutilezas, porquanto o
adversário vai penetrando também os círculos do Espiritismo evangélico,
vestido de túnicas brilhantes da falsa ciência.

Bem-aventurados os pobres de espírito

O que se deve entender por pobres de espírito
1. Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que deles é o reino dos céus. (S. MATEUS, cap. V, v. 3.)

2. A incredulidade zombou desta máxima: Bem-aventurados os pobres de espírito, como tem zombado de muitas outras coisas que não compreende. Por pobres de espírito Jesus não entende os baldos de inteligência, mas os humildes, tanto que diz ser para estes o reino dos céus e não para os orgulhosos.
Os homens de saber e de espírito, no entender do mundo, formam geralmente tão alto conceito de si próprios e da sua superioridade, que consideram as coisas divinas como indignas de lhes merecer a atenção. Concentrando sobre si mesmos os seus olhares, eles não os podem elevar até Deus. Essa tendência, de se acreditarem superiores a tudo, muito amiúde os leva a negar aquilo que, estando-lhes acima, os depreciaria, a negar até mesmo a Divindade. Ou, se condescendem em admiti-la, contestam-lhe um dos mais belos atributos: a ação providencial sobre as coisas deste mundo, persuadidos de que eles são suficientes para bem governá-lo. Tomando a inteligência que possuem para medida da inteligência universal, e julgando-se aptos a tudo compreender, não podem crer na possibilidade do que não compreendem. Consideram sem apelação as sentenças que proferem.
Se se recusam a admitir o mundo invisível e uma potência extra-humana, não é que isso lhes esteja fora do alcance; é que o orgulho se lhes revolta à idéia de uma coisa acima da qual não possam colocar-se e que os faria descer do pedestal onde se contemplam. Dai o só terem sorrisos de mofa para tudo o que não pertence ao mundo visível e tangível. Eles se atribuem espírito e saber em tão grande cópia, que não podem crer em coisas, segundo pensam, boas apenas para gente simples, tendo por pobres de espírito os que as tomam a sério.
Entretanto, digam o que disserem, forçoso lhes será entrar, como os outros, nesse mundo invisível de que escarnecem. E lá que os olhos se lhes abrirão e eles reconhecerão o erro em que caíram. Deus, porém, que é justo, não pode receber da mesma forma aquele que lhe desconheceu a majestade e outro que humildemente se lhe submeteu às leis, nem os aquinhoar em partes iguais.
Dizendo que o reino dos céus é dos simples, quis Jesus significar que a ninguém é concedida entrada nesse reino, sem a simplicidade de coração e humildade de espírito; que o ignorante possuidor dessas qualidades será preferido ao sábio que mais crê em si do que em Deus. Em todas as circunstâncias, Jesus põe a humildade na categoria das virtudes que aproximam de Deus e o orgulho entre os vícios que dele afastam a criatura, e isso por uma razão multo natural: a de ser a humildade um ato de submissão a Deus, ao passo que o orgulho é a revolta contra ele. Mais vale, pois, que o homem, para felicidade do seu futuro, seja pobre em espírito, conforme o entende o mundo, e rico em qualidades morais.

Aquele que se eleva será rebaixado
3. Por essa ocasião, os discípulos se aproximaram de Jesus e lhe perguntaram: "Quem é o maior no reino dos céus?" - Jesus, chamando a si um menino, o colocou no meio deles e respondeu: "Digo-vos, em verdade, que, se não vos converterdes e tornardes quais crianças, não entrareis no reino dos céus. - Aquele, portanto, que se humilhar e se tornar pequeno como esta criança será o maior no reino dos céus - e aquele que recebe em meu nome a uma criança, tal como acabo de dizer, é a mim mesmo que recebe." (S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 1 a 5.)
4. Então, a mãe dos filhos de Zebedeu se aproximou dele com seus dois filhos e o adorou, dando a entender que lhe queria pedir alguma coisa. - Disse-lhe ele: "Que queres?" "Manda, disse ela, que estes meus dois filhos tenham assento no teu reino, um à sua direita e o outro à sua esquerda." - Mas, Jesus respondeu, "Não sabes o que pedes; podeis vós ambos beber o cálice que eu vou beber?" Eles responderam: "Podemos." -Jesus lhes replicou: "É certo que bebereis o cálice que eu beber; mas, pelo que respeita a vos sentardes à minha direita ou à minha esquerda, não me cabe a mim vo-lo conceder; isso será para aqueles a quem meu Pai o tem preparado." - Ouvindo isso, os dez outros apóstolos se encheram de indignação contra os dois irmãos. - Jesus, chamando-os para perto de si, lhes disse: "Sabeis que os príncipes das nações as dominam e que os grandes os tratam com império. - Assim não deve ser entre vós; ao contrário, aquele que quiser tornar-se o maior, seja vosso servo; - e, aquele que quiser ser o primeiro entre vós seja vosso escravo; - do mesmo modo que o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos." (S. MATEUS, capítulo XX, vv. 20 a 28.)
5. Jesus entrou em dia de sábado na casa de um dos principais fariseus para aí fazer a sua refeição. Os que lá estavam o observaram. - Então, notando que os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes uma parábola, dizendo: "Quando fordes convidados para bodas, não tomeis o primeiro lugar, para que não suceda que, havendo entre os convidados uma pessoa mais considerada do que vós, aquele que vos haja convidado venha a dizer-vos: dai o vosso lugar a este, e vos vejais constrangidos a ocupar, cheios de vergonha, o último lugar. - Quando fordes convidados, ide colocar-vos no último lugar, a fim de que, quando aquele que vos convidou chegar, vos diga: meu amigo, venha mais para cima. Isso então será para vós um motivo de glória, diante de todos os que estiverem convosco à mesa; - porquanto todo aquele que se eleva será rebaixado e todo aquele que se abaixa será elevado." (S. LUCAS, cap. XIV, vv. 1 e 7 a 11.)

6. Estas máximas decorrem do princípio de humildade que Jesus não cessa de apresentar como condição essencial da felicidade prometida aos eleitos do Senhor e que ele formulou assim: "Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que o reino dos céus lhes pertence." Ele toma uma criança como tipo da simplicidade de coração e diz: "Será o maior no reino dos céus aquele que se humilhar e se fizer pequeno como uma criança, isto é, que nenhuma pretensão alimentar à superioridade ou à infalibilidade.
A mesma idéia fundamental se nos depara nesta outra máxima: Seja vosso servidor aquele que quiser tornar-se o maior, e nesta outra: Aquele que se humilhar será exalçado e aquele que se elevar será rebaixado.
O Espiritismo sanciona pelo exemplo a teoria, mostrando-nos na posição de grandes no mundo dos Espíritos os que eram pequenos na Terra; e bem pequenos, muitas vezes, os que na Terra eram os maiores e os mais poderosos. E que os primeiros, ao morrerem, levaram consigo aquilo que faz a verdadeira grandeza no céu e que não se perde nunca: as virtudes, ao passo que os outros tiveram de deixar aqui o que lhes constituía a grandeza terrena e que se não leva para a outra vida: a riqueza, os títulos, a glória, a nobreza do nascimento. Nada mais possuindo senão isso, chegam ao outro mundo privados de tudo, como náufragos que tudo perderam, até as próprias roupas. Conservaram apenas o orgulho que mais humilhante lhes torna a nova posição, porquanto vêem colocados acima de si e resplandecentes de glória os que eles na Terra espezinharam.
O Espiritismo aponta-nos outra aplicação do mesmo princípio nas encarnações sucessivas, mediante as quais os que, numa existência, ocuparam as mais elevadas posições, descem, em existência seguinte, às mais ínfimas condições, desde que os tenham dominado o orgulho e a ambição. Não procureis, pois, na Terra, os primeiros lugares, nem vos colocar acima dos outros, se não quiserdes ser obrigados a descer. Buscai, ao contrário, o lugar mais humilde e mais modesto, porquanto Deus saberá dar-vos um mais elevado no céu, se o merecerdes.

Mistérios ocultos aos doutos e aos prudentes
7. Disse, então, Jesus estas palavras: "Graças te rendo, meu Pai, Senhor do céu e da Terra, por haveres ocultado estas coisas aos doutos e aos prudentes e por as teres revelado aos simples e aos pequenos." (S. MATEUS, cap. XI, v. 25.)

8. Pode parecer singular que Jesus renda graças a Deus, por haver revelado estas coisas aos simples e aos pequenos, que são os pobres de espírito, e por as ter ocultado aos doutos e aos prudentes, mais aptos, na aparência, a compreendê-las. E que cumpre se entenda que os primeiros são os humildes, são os que se humilham diante de Deus e não se consideram superiores a toda a gente. Os segundos são os orgulhosos, envaidecidos do seu saber mundano, os quais se julgam prudentes porque negam e tratam a Deus de igual para igual, quando não se recusam a admiti-lo, porquanto, na antigüidade, douto era sinônimo de sábio. Por isso é que Deus lhes deixa a pesquisa dos segredos da Terra e revela os do céu aos simples e aos humildes que diante dEle se prostram.

9. O mesmo se dá hoje com as grandes verdades que o Espiritismo revelou, Alguns incrédulos se admiram de que os Espíritos tão poucos esforços façam para os convencer. A razão está em que estes últimos cuidam preferentemente dos que procuram, de boa fé e com humildade, a luz, do que daqueles que se supõem na posse de toda a luz e imaginam, talvez, que Deus deveria dar-se por muito feliz em atraí-los a si, provando-lhes a sua existência.
O poder de Deus se manifesta nas mais pequeninas coisas, como nas maiores. Ele não põe a luz debaixo do alqueire, por isso que a derrama em ondas por toda a parte, de tal sorte que só cegos não a vêem. A esses não quer Deus abrir à força os olhos, dado que lhes apraz tê-los fechados. A vez deles chegará, mas é preciso que, antes, sintam as angústias das trevas e reconheçam que é a Divindade e não o acaso quem lhes fere o orgulho. Para vencer a incredulidade, Deus emprega os meios mais convenientes, conforme os indivíduos. Não é à incredulidade que compete prescrever-lhe o que deva fazer, nem lhe cabe dizer: "Se me queres convencer, tens de proceder dessa ou daquela maneira, em tal ocasião e não em tal outra, porque essa ocasião é a que mais me convém."
Não se espantem, pois, os incrédulos de que nem Deus, nem os Espíritos, que são os executores da sua vontade, se lhes submetam às exigências. Inquiram de si mesmos o que diriam, se o último de seus servidores se lembrasse de lhes prescrever fosse o que fosse. Deus impõe condições e não aceita as que lhe queiram impor. Escuta, bondoso, os que a Ele se dirigem humildemente e não os que se julgam mais do que Ele.

10. Perguntar-se-á: não poderia Deus tocá-los pessoalmente, por meio de manifestações retumbantes, diante das quais se inclinassem os mais obstinados incrédulos? E fora de toda dúvida que o poderia; mas, então, que mérito teriam eles e, ao demais, de que serviria? Não se vêem todos os dias criaturas que não cedem nem à evidência, chegando até a dizer: "Ainda que eu visse, não acreditaria, porque sei que é impossível?" Esses, se se negam assim a reconhecer a verdade, é que ainda não trazem maduro o espírito para compreendê-la, nem o coração para senti-la. O orgulho é a catarata que lhes tolda a visão. De que vale apresentar a luz a um cego? Necessário é que, antes, se lhe destrua a causa do mal. Daí vem que, médico hábil, Deus primeiramente corrige o orgulho. Ele não deixa ao abandono aqueles de seus filhos que se acham perdidos, porquanto sabe que cedo ou tarde os olhos se lhes abrirão. Quer, porém, que isso se dê de moto-próprio, quando, vencidos pelos tormentos da incredulidade, eles venham de si mesmos lançar-se-lhe nos braços e pedir-lhe perdão, quais filhos pródigos.

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS
O orgulho e a humildade
11. Que a paz do Senhor seja convosco, meus queridos amigos! Aqui venho para encorajar-vos a seguir o bom caminho.
Aos pobres Espíritos que habitaram outrora a Terra, conferiu Deus a missão de vos esclarecer. Bendito seja Ele, pela graça que nos concede: a de podermos auxiliar o vosso aperfeiçoamento. Que o Espírito Santo me ilumine e ajude a tomar compreensível a minha palavra, outorgando-me o favor de pô-la ao alcance de todos! Oh! vós, encarnados, que vos achais em prova e buscais a luz, que a vontade de Deus venha em meu auxílio para fazê-la brilhar aos vossos olhos!
A humildade é virtude muito esquecida entre vós. Bem pouco seguidos são os exemplos que dela se vos têm dado. Entretanto, sem humildade, podeis ser caridosos com o vosso próximo? Oh! não, pois que este sentimento nivela os homens, dizendo-lhes que todos são irmãos, que se devem auxiliar mutuamente, e os induz ao bem. Sem a humildade, apenas vos adornais de virtudes que não possuís, como se trouxésseis um vestuário para ocultar as deformidades do vosso corpo. Lembrai-vos dAquele que nos salvou; lembrai-vos da sua humildade, que tão grande o fez, colocando-o acima de todos os profetas.
O orgulho é o terrível adversário da humildade. Se o Cristo prometia o reino dos céus aos mais pobres, é porque os grandes da Terra imaginam que os títulos e as riquezas são recompensas deferidas aos seus méritos e se consideram de essência mais pura do que a do pobre. Julgam que os títulos e as riquezas lhes são deferidas; pelo que, quando Deus lhos retira, o acusam de injustiça. Oh! irrisão e cegueira! Pois, então, Deus vos distingue pelos corpos? O envoltório do pobre não é o mesmo que o do rico? Terá o Criador feito duas espécies de homens? Tudo o que Deus faz é grande e sábio; não lhe atribuais nunca as idéias que os vossos cérebros orgulhosos engendram.
Ó rico! Enquanto dormes sob dourados tetos, ao abrigo do frio, ignoras que jazem sobre a palha milhares de irmãos teus, que valem tanto quanto tu? Não é teu igual o infeliz que passa fome? Ao ouvires isso, bem o sei, revolta-se o teu orgulho. Concordarás em dar-lhe uma esmola, mas em lhe apertar fraternalmente a mão, nunca. "Pois quê! dirás, eu, de sangue nobre, grande da Terra, igual a este miserável coberto de andrajos! Vã utopia de pseudofilósofos! Se fôssemos iguais, por que o teria Deus colocado tão baixo e a mim tão alto?" E exato que as vossas vestes não se assemelham; mas, despi-vos ambos: que diferença haverá entre vós? A nobreza do sangue, dirás; a química, porém, ainda nenhuma diferença descobriu entre o sangue de um grão-senhor e o de um plebeu; entre o do senhor e o do escravo. Quem te garante que também tu já não tenhas sido miserável e desgraçado como ele? Que também não hajas pedido esmola? Que não a pedirás um dia a esse mesmo a quem hoje desprezas? São eternas as riquezas? Não desaparecem quando se extingue o corpo, envoltório perecível do teu Espírito? Ah! lança sobre ti um pouco de humildade! Põe os olhos, afinal, na realidade das coisas deste mundo, sobre o que dá lugar ao engrandecimento e ao rebaixamento no outro; lembra-te de que a morte não te poupará, como a nenhum homem; que os teus títulos não te preservarão do seu golpe; que ela te poderá ferir amanhã, hoje, a qualquer hora. Se te enterras no teu orgulho, oh! quanto então te lamento, pois bem digno de compaixão serás.
Orgulhosos! Que éreis antes de serdes nobres e poderosos? Talvez estivésseis abaixo do último dos vossos criados. Curvai, portanto, as vossas frontes altaneiras, que Deus pode fazer se abaixem, justo no momento em que mais as elevardes. Na balança divina, são iguais todos os homens; só as virtudes os distinguem aos olhos de Deus. São da mesma essência todos os Espíritos e formados de igual massa todos os corpos. Em nada os modificam os vossos títulos e os vossos nomes. Eles permanecerão no túmulo e de modo nenhum contribuirão para que gozeis da ventura dos eleitos. Estes, na caridade e na humildade é que tem seus títulos de nobreza.
Pobre criatura! és mãe, teus filhos sofrem; sentem frio; tem fome, e tu vais, curvada ao peso da tua cruz, humilhar-te, para lhes conseguires um pedaço de pão! Oh! inclino-me diante de ti. Quão nobremente santa és e quão grande aos meus olhos! Espera e ora; a felicidade ainda não é deste mundo. Aos pobres oprimidos que nele confiam, concede Deus o reino dos céus.
E tu, donzela, pobre criança lançada ao trabalho, às privações, por que esses tristes pensamentos? Por que choras? Dirige a Deus, piedoso e sereno, o teu olhar: ele dá alimento aos passarinhos; tem-lhe confiança: ele não te abandonará. O ruído das festas, dos prazeres do mundo, faz bater-te o coração; também desejaras adornar de flores os teus cabelos e misturar-te com os venturosos da Terra. Dizes de ti para contigo que, como essas mulheres que vês passar, despreocupadas e risonhas, também poderias ser rica. Oh! caia-te, criança! Se soubesses quantas lágrimas e dores inomináveis se ocultam sob esses vestidos recamados, quantos soluços são abafados pelos sons dessa orquestra rumorosa, preferirias o teu humilde retiro e a tua pobreza. Conserva-te pura aos olhos de Deus, se não queres que o teu anjo guardião para o seu seio volte, cobrindo o semblante com as suas brancas asas e deixando-te com os teus remorsos, sem guia, sem amparo, neste mundo, onde ficarias perdida, a aguardar a punição no outro.
Todos vós que dos homens sofreis injustiças, sede indulgentes para as faltas dos vossos irmãos, ponderando que também vós não vos achais isentos de culpas; é isso caridade, mas é igualmente humildade. Se sofreis pelas calúnias, abaixai a cabeça sob essa prova. Que vos importam as calúnias do mundo? Se é puro o vosso proceder, não pode Deus vo-las compensar? Suportar com coragem as humilhações dos homens é ser humilde e reconhecer que somente Deus é grande e poderoso.
Oh! meu Deus, será preciso que o Cristo volte segunda vez à Terra para ensinar aos homens as tuas leis, que eles olvidam? Terá que de novo expulsar do templo os vendedores que conspurcam a tua casa, casa que é unicamente de oração? E, quem sabe? ó homens! se o não renegaríeis como outrora, caso Deus vos concedesse essa graça! Chamar-lhe-íeis blasfemador, porque abateria o orgulho dos modernos fariseus. E bem possível que o fizésseis perlustrar novamente o caminho do Gólgota.
Quando Moisés subiu ao monte Sinai para receber os mandamentos de Deus, o povo de Israel, entregue a si mesmo, abandonou o Deus verdadeiro. Homens e mulheres deram o ouro e as jóias que possuíam, para que se construísse um ídolo que entraram a adorar. Vós outros, homens civilizados, os imitais. O Cristo vos legou a sua doutrina; deu-vos o exemplo de todas as virtudes e tudo abandonastes, exemplos e preceitos. Concorrendo para isso com as vossas paixões, fizestes um Deus a vosso jeito: segundo uns, terrível e sanguinário; segundo outros, alheado dos interesses do mundo. O Deus que fabricastes é ainda o bezerro de ouro que cada um adapta aos seus gostos e às suas idéias.
Despertai, meus irmãos, meus amigos. Que a voz dos Espíritos ecoe nos vossos corações. Sede generosos e caridosos, sem ostentação, isto é, fazei o bem com humildade. Que cada um proceda pouco a pouco à demolição dos altares que todos ergueram ao orgulho. Numa palavra: sede verdadeiros cristãos e tereis o reino da verdade. Não continueis a duvidar da bondade de Deus, quando dela vos dá ele tantas provas. Vimos preparar os caminhos para que as profecias se cumpram. Quando o Senhor vos der uma manifestação mais retumbante da sua demência, que o enviado celeste já vos encontre formando uma grande família; que os vossos corações, mansos e humildes, sejam dignos de ouvir a palavra divina que ele vos vem trazer; que ao eleito somente se deparem em seu caminho as palmas que aí tenhais deposto, volvendo ao bem, à caridade, à fraternidade. Então, o vosso mundo se tornará o paraíso terrestre. Mas, se permanecerdes insensíveis à voz dos Espíritos enviados para depurar e renovar a vossa sociedade civilizada, rica de ciências, mas, no entanto, tão pobre de bons sentimentos, ah! então não nos restará senão chorar e gemer pela vossa sorte. Mas, não, assim não será. Voltai para Deus, vosso pai, e todos nós que houvermos contribuído para o cumprimento da sua vontade entoaremos o cântico de ação de graças, agradecendo-lhe a inesgotável bondade e glorificando-o por todos os séculos dos séculos. Assim seja. Lacordaire. (Constantina, 1863.)

12. Homens, por que vos queixais das calamidades que vós mesmos amontoastes sobre as vossas cabeças? Desprezastes a santa e divina moral do Cristo; não vos espanteis, pois, de que a taça da iniquidade haja transbordado de todos os lados.
Generaliza-se o mal-estar. A quem inculpar, senão a vós que incessantemente procurais esmagar-vos uns aos outros? Não podeis ser felizes, sem mútua benevolência; mas, como pode a benevolência coexistir com o orgulho? O orgulho, eis a fonte de todos os vossos males. Aplicai-vos, portanto, em destruí-lo, se não lhe quiserdes perpetuar as funestas conseqüências. Um único meio se vos oferece para isso, mas infalível: tomardes para regra invariável do vosso proceder a lei do Cristo, lei que tendes repelido ou falseado em sua interpretação.
Por que haveis de ter em maior estima o que brilha e encanta os olhos, do que o que toca o coração? Por que fazeis do vício na opulência objeto das vossas adulações, ao passo que desdenhais do verdadeiro mérito na obscuridade? Apresente-se em qualquer parte um rico debochado, perdido de corpo e alma, e todas as portas se lhe abrem, todas as atenções são para ele, enquanto ao homem de bem, que vive do seu trabalho, mal se dignam todos de saudá-lo com ar de proteção. Quando a consideração dispensada aos outros se mede pelo ouro que possuem ou pelo nome de que usam, que interesse podem eles ter em se corrigirem de seus defeitos?
Dar-se-ia o inverso, se a opinião geral fustigasse o vicio dourado, tanto quanto o vicio em andrajos; mas, o orgulho se mostra indulgente para com tudo o que o lisonjeia. Século de cupidez e de dinheiro, dizeis. Sem dúvida; mas por que deixastes que as necessidades materiais sobrepujassem o bom senso e a razão? Por que há de cada um querer elevar-se acima de seu irmão? Desse fato sofre hoje a sociedade as conseqüências.
Não esqueçais que tal estado de coisas é sempre sinal certo de decadência moral. Quando o orgulho chega ao extremo, tem-se um indicio de queda próxima, porquanto Deus nunca deixa de castigar os soberbos. Se por vezes consente que eles subam, é para lhes dar tempo a reflexão e a que se emendem, sob os golpes que de quando em quando lhes desfere no orgulho para os advertir. Mas, em lugar de se humilharem, eles se revoltam. Então, cheia a medida, Deus os abate completamente e tanto mais horrível lhes é a queda, quanto mais alto hajam subido.
Pobre raça humana, cujo egoísmo corrompeu todas as sendas, toma novamente coragem, apesar de tudo. Em sua misericórdia infinita, Deus te envia poderoso remédio para os teus males, um inesperado socorro à tua miséria. Abre os olhos à luz: aqui estão as almas dos que já não vivem na Terra e que te vêm chamar ao cumprimento dos deveres reais. Eles te dirão, com a autoridade da experiência, quanto as vaidades e as grandezas da vossa passageira existência são mesquinhas a par da eternidade. Dir-te-ão que, lá, o maior é aquele que haja sido o mais humilde entre os pequenos deste mundo; que aquele que mais amou os seus irmãos será também o mais amado no céu; que os poderosos da Terra, se abusaram da sua autoridade, ver-se-ão reduzidos a obedecer aos seus servos; que, finalmente, a humildade e a caridade, irmãs que andam sempre de mãos dadas, são os meios mais eficazes de se obter graça diante do Eterno. - Adolfo, bispo de Argel. (Marmande, 1862.)

Missão do homem inteligente na Terra
13. Não vos ensoberbais do que sabeis, porquanto esse saber tem limites muito estreitos no mundo em que habitais. Suponhamos sejais sumidades em inteligência neste planeta: nenhum direito tendes de envaidecer-vos. Se Deus, em seus desígnios, vos fez nascer num meio onde pudestes desenvolver a vossa inteligência, é que quer a utilizeis para o bem de todos; é uma missão que vos dá, pondo-vos nas mãos o instrumento com que podeis desenvolver, por vossa vez, as inteligências retardatárias e conduzi-las a ele. A natureza do instrumento não está a indicar a que utilização deve prestar-se? A enxada que o jardineiro entrega a seu ajudante não mostra a este último que lhe cumpre cavar a terra? Que diríeis, se esse ajudante, em vez de trabalhar, erguesse a enxada para ferir o seu patrão? Diríeis que é horrível e que ele merece expulso. Pois bem: não se dá o mesmo com aquele que se serve da sua inteligência para destruir a idéia de Deus e da Providência entre seus irmãos? Não levanta ele contra o seu senhor a enxada que lhe foi confiada para arrotear o terreno? Tem ele direito ao salário prometido? Não merece, ao contrário, ser expulso do jardim? Sê-lo-á, não duvideis, e atravessará existências miseráveis e cheias de humilhações, até que se curve diante dAquele a quem tudo deve.
A inteligência é rica de méritos para o futuro, mas, sob a condição de ser bem empregada. Se todos os homens que a possuem dela se servissem de conformidade com a vontade de Deus, fácil seria, para os Espíritos, a tarefa de fazer que a Humanidade avance. Infelizmente, muitos a tomam instrumento de orgulho e de perdição contra si mesmos. O homem abusa da inteligência como de todas as suas outras faculdades e, no entanto, não lhe faltam ensinamentos que o advirtam de que uma poderosa mão pode retirar o que lhe concedeu.

OLHAI

"Olhai, vigiai e orai, porque não sabeis quando chegará o tempo."
- Jesus. (MARCOS, 13:33.)


Marcos registra determinada fórmula de vigilância que revela a nossa
necessidade de mobilizar todos os recursos de reflexão e análise.

Muitas vezes, referimo-nos ao "orai e vigiai", sem meditar-lhe a
complexidade e a extensão.

É indispensável guardar os caminhos, imprescindível se torna movimentar
possibilidades na esfera do bem, entretanto, essa atitude não dispensa a
visão com entendimento.

O imperativo colocado por Marcos, ao princípio da recomendação de Jesus, é
de valor inestimável à perfeita interpretação do texto.

É preciso olhar, isto é, examinar, ponderar, refletir, para que a vigilância
não seja incompleta.

Discernir é a primeira preocupação da sentinela.

O discípulo não pode guardar-se, defendendo simultaneamente o patrimônio que
lhe foi confiado, sem estender a visão psicológica, buscando penetrar a
intimidade essencial das situações e dos acontecimentos.

Olhai o trabalho de cada dia.

O serviço comum permanece repleto de mensagens proveitosas.

Fixai as relações afetivas. São portadoras de alvitres necessários ao vosso
equilíbrio.

Fiscalizai as circunstâncias observando as sugestões que vos lançam ao
centro dalma.

Na casa sentimental, reúnem-se as inteligências invisíveis que permutam
impressões convosco, em silêncio.

Detende-vos na apreciação do dia; seus campos constituídos de horas e
minutos são repositórios de profundos ensinamentos e valiosas oportunidades.

Olhai, refleti, ponderai!... Depois disso, naturalmente, estareis prontos a
vigiar e orar com proveito.

Milagre do Natal

Quero neste Natal
Desejar não somente que tenha muitas felicidades neste dia
Mas sim que Milagres te dominam,
E te faça perceber que Natal
Não está somente na virada do dia 24 de Dezembro para o dia 25,
Mas está em todos os dias do ano.
Nesta virada está apenas a concretização de todos os desejos
Feitos durante todo o ano que se passou.
A noite de Natal é fantástica
A cidade fica toda iluminada,
As pessoas sorridentes,
E em instante tudo fica em paz...
O Milagre do Natal
Está no nascimento de nosso salvador
Jesus Cristo,
Ele com toda certeza não deseja um único instante de paz,
Mas deseja que todos tenham um milagre dentro de si.
O céu se ilumina,
Em homenagem a este dia tão sagrado entre todas as famílias.
Os pedidos são de prosperidade, paz e amor...
Mas se Natal é todos os dias do ano,
Por que então deixar para desejar felicidades
Somente em um único dia destes 365???
O Milagre de Natal está no sorriso que no dia-a-dia
Encontramos nas pessoas andando nas ruas,
Nas crianças brincando,
Enfim
O Milagre Natalino está no desejo de cada um de ser feliz.
Pois Milagres existem sim,
Principalmente com tamanha benção de Deus,
Muitas Glórias, Conquistas e Emoções podem ser desejadas
Pois o Natal do dia 25 está chegando,
Faça seus desejos e acredite em todos eles,
Pois estão prestes a se concretizar nesta noite especial...
FELIZ NATAL!!!

Lembranças de Natal

Lembranças antigas de natal,
sonhos, fantasias de criança.
Passar a noite sem dormir,
esperando Papai Noel chegar.

Belas cantigas, noite magistral,
que sempre nos traz paz e esperança,
e que nos ensina a dividir,
a espalhar o bem sem hesitar.

E você que está aí escondido,
que fechou os ouvidos as dores do mundo,
pra qualquer ruído, do povo sofrido, cheio de dor.

Deixe a magia te levar amigo,
abra esse seu coração por um só segundo.
Dê uma ajuda, um abrigo e verás todo poder do amor.

Pedido de Natal

Sabe, Papai Noel, nesse natal, eu queria - de verdade - que as pessoas pensassem mais nelas mesmas do que em mim. Que fossem até suas casas e se abraçassem e depois aos seus, sem medo de disfarce, cara feia por trás das costas, diz-que-disse no canto da sala; e que não se presenteassem tanto com coisas que não podem carregar para sempre (e que não fazem delas pessoas mais felizes).

E que se fizessem orações, que fosse para - antes de tudo - perdoarem-se; e que não me olhassem apenas porquê sou uma criança e é meu aniversário, mas por terem vindo até mim, depois de se aceitarem como são; e que usassem do instrumento mais poderoso que existe, que é a compreensão - caso não conseguissem.

Depois queria que brindassem com o néctar do espírito, que é o amor, olhando-se nos olhos e sendo verdadeiras. Após a ceia, elas poderiam cantar e dançar em louvor ao meu Pai, de mãos dadas, e só se separariam quando voltassem aos seus templos que é dentro delas mesmas, e é a verdadeira morada onde Ele habita.

E seria lá, que mais tarde, passado mais um ano de vida, eu buscaria meus presentes: corações puros, porém fortes, porquê o amor fortalece e a verdade purifica. Almas em paz pela certeza de que nenhum olhar foi esquivo ou superposto. Espíritos ressonando alegria pela descoberta da certeza de que a vida se eleva, nunca cai.

E semblantes tranqüilos de quem já descobriu a verdade. Ela é nela que Eu Sou !!.

Ass: Menino Jesus