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quinta-feira, 31 de março de 2011

Quando faz frio no coração

Todo nosso eu é construído do emocional.
E a soma dos acontecimentos,
o tamanho deles,
a forma ou o momento em que
chegam criam barreiras entre
nós e os outros,
às vezes nós e o mundo.

Quando faz frio no coração,
nós nos afastamos
de tudo aquilo que poderá tocá-lo.
Criamos um muro invisível
para protegê-lo e proteger-nos,
duvidamos das pessoas,
da sinceridade delas,
das suas boas intenções.

Esses invernos rigorosos
da vida fazem com que nos
sintamos mais sós,
nos esquecemos de olhar um
pouco para fora e olhamos
muito para dentro.

E quando mais pensamos nas
nossas tristezas,
mais tristes nos sentimos,
o que cria esse círculo vicioso do
qual é difícil se livrar.

E quando esses períodos
de festas se aproximam em
que todos falam tanto de amor,
solidariedade,
perdão e compreensão,
o que possuem o coração apertado
o sentem mais pequenininho ainda.

Uma maneira de reverter essa situação,
é oferecer o que precisamos.
Mudando nossa mentalidade,
mudamos o mundo.
Para abrir o coração das pessoas,
precisamos abrir o nosso.

São nossas mãos que devem
derrubar as primeiras barreiras
que nos separam
das pessoas e da vida.

É a luz que possuímos que
deve ser a primeira a nos aquecer,
a iluminar nossos passos,
ninguém pode ver por nós,
caminhar por nós e menos
ainda sentir por nós.

Quando fazemos pelos outros,
estamos concentrando
nossas energias em algo externo
a nós e quando pensamos
menos na carga que carregamos,
ela parece mais leve,
mais suportável.

Quando faz frio no nosso coração,
devemos agasalhá-lo para que
ele passe melhor pelo inverno,
que passará,
como passam todas as outras estações.

Aquele que aprende a plantar uma flor,
planta muito mais que uma flor,
ele faz nascer a esperança no mundo.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Um amor de ano novo

Um amor de ano novo

Quando meia-noite soar
Será festa lá fora
Mas, sobretudo,
Será festa dentro de mim.
Porque se os fogos encantam o mundo,
Seu amor encanta minha vida
E o único barulho que ouço
E quero ouvir,
São as batidas do seu coração.
É necessário uma vida
Pra se encontrar um grande amor,
Mas basta um segundo para reconhecê-lo.
E da minha vida vivida
É você meu renovo,
Meu sorriso,
A alegria de um ano que começa,
E que não começa sozinho,
Pois suas mãos juntam-se às minhas,
Na direção de um futuro
Feito de eternidade.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

É triste dizer adeus

É triste dizer adeus,
mas às vezes é necessário.
Não podemos prender a
nós definitivamente as pessoas
que amamos para suprir nossa
necessidade de afeto.

O amor que ama,
aprende a libertar.

Procuramos ganhar tempo
para tudo na vida.
Mas a vida,
quando chega no próprio limite,
despede-se e é esse último
adeus que é difícil de compreender e,
mais ainda, aceitar.

Possuímos um conceito
errado do amor.
Amar seria,
no seu total significado,
colocar a felicidade do outro
acima de tudo,
mas na realidade é a nossa
felicidade que levamos
em consideração.

Queremos os que amamos
perto de nós porque isso
nos completa,
nos deixa bem e seguros.
E aceitar que nos deixem é a
mais difícil de todas as coisas.

Não dizemos sempre que
queremos partir antes de
todos os que amamos?

Isso é para evitar nosso
próprio sofrimento,
nossa própria desolação.
É o amor na sua forma egoísta.

Aceitar um adeus definitivo
é uma luta.

Se as perdas acontecem
cedo demais ou de forma inesperada,
o sentimento de desamparo
é muito maior e a dor
mais prolongada.

É o incompreensível casando-se
com o inaceitável e o tudo
rasgando a alma.

Essas dores poderão se acalmar,
mas nunca se apagarão.
Mas quando a vida chega ao
final depois de primaveras e
primaveras e outonos
e mais outonos,
nada mais justo que o repouso
e aceitar a partida é uma forma
de dizer ao outro que o amamos,
apesar da falta que vai fazer.

Não podemos prender
as pessoas a nós para ter
a oportunidade de dizer tudo
o que queremos ou fazer
tudo o que podemos por elas.

De qualquer forma,
depois que se forem,
sempre nos perguntaremos se
não poderíamos ter dito ou
feito algo mais.

Mas essas questões
são inúteis.
O amor que ama integralmente
não quer ver o outro
sofrer e ele abre mão dos
próprios sentimentos para que
o destino se cumpra,
para que a vida siga seu curso.

As dores do adeus são as
mais profundas de todas.
Mas elas também amenizam-se
com o tempo e um dia,
sem culpa, voltamos a sorrir,
voltamos a abrir a janela
e descobrimos novamente
o arco-íris da vida.

Depois da tempestade
descobrimos um dia novo
e o sol brilha de
maneira diferente.

E talvez seja assim
que aprendemos a dar
valor à vida,
aos que nos cercam;
aprendemos a viver de forma
a não ter arrependimentos
depois e aproveitar ainda
mais cada segundo vivido em
companhia daqueles que
nosso coração ama.

domingo, 17 de outubro de 2010

O mundo das provações

O sol não brilha todos os dias,
mas é assim para todo mundo
e todos sabem disso.

A impressão que temos,
portanto,
na maioria das vezes,
não é de viver uma coisa que
outros não viveram,
mas que para nós tudo chega
ao mesmo tempo,
como se estivéssemos abandonados
à má sorte ou
a um grande vendaval.

De grandes, adultos e sábios,
nos tornamos crianças que
se perdem em porquês.
Tudo tem uma causa,
uma razão, um porquê.

Nem sempre as coisas acontecem
por que têm que acontecer,
mas muitas delas são resultados
de situações que criamos.

E passamos assim por provações
que nada mais servem que nos deixar
mais abertos e preparados para a vida,
mais maduros e mais vividos.

Claro que preferiríamos aprender
de outras maneiras,
sem passar por isso ou aquilo,
sem o desagradável sentimento
de culpabilidade que nos carrega
depois de muitas situações
que vivemos.

Mas quem cresce sem ter
sido primeiro pequeno?

Quem se levanta sem
ter caído e quem
sobe sem estar embaixo?

Há coisas na vida que são
necessárias
e não podemos evitá-las.
O que podemos fazer é não deixar
que o desânimo tome conta de
nós a ponto de nos deixar fragilizados
e receptivos a outras coisas
que se seguem.

Quando esperamos por coisas boas,
estas nos acenam,
mas o contrário é bem
verdade também.

Provar da vida é conhecê-la
nos mínimos detalhes.
É aceitar o inevitável,
dizer sim ou não ao que
se apresenta,
levantar a cabeça e olhar
para a frente
como os grandes que,
mesmo perdendo tudo,
souberam guardar a fé.

Jesus foi Rei e Sua
coroa não foi de flores.
Não somos, absolutamente,
maiores que Ele.
E se não precisamos trilhar
o caminho da cruz,
devemos aceitar a idéia de que,
vez ou outra,
é importante carregá-la.

sábado, 25 de setembro de 2010

Aprendendo a conversar com Deus

Para conversar com Deus é preciso antes de tudo aprender a estar em silêncio.
Muitos se queixam que não conseguem ouvir a voz de Deus e, portanto, não há nenhum mistério.
Deus nos fala. Mas geralmente estamos tão preocupados em falar, falar e falar, que Ele simplesmente nos ouve. Se falamos o tempo todo, nada mais natural que ouvirmos o som da nossa própria voz. Enquanto nosso eu estiver dominando, só ouviremos a nós mesmos.
A maneira mais simples de orar é ficar em silêncio, colocar a alma de joelhos e esperar pacientemente que a presença de Deus se manifeste. E Ele vem sempre. Ele entra no nosso coração e quebranta nossas vidas. Quem teve essa experiência um dia nunca se esquecerá.
Nosso grande problema é chegar na presença de Deus para ouvir somente o que queremos. Geralmente quando chegamos a Ele para pedir alguma coisa, já temos a resposta do que queremos. Não pedimos que nos diga o que é melhor para nós, mas dizemos a Ele o que queremos e pedimos isso. É sempre nosso eu dominando, como se inversamente, fôssemos nós deuses e que Ele estivesse à disposição simplesmente para atender a nossos desejos. Mas Deus nos ama o suficiente para não nos dar tudo o que queremos, quando nos comportamos como crianças mimadas. Deus nos quer amadurecidos e prontos para a vida.
Quem é Deus e quem somos nós? Quem criou quem e quem conhece o coração de quem? Somos altivos e orgulhosos. Se Deus não nos fala é porque estamos sempre falando no lugar dEle.
Portanto, se quiser conversar com Deus, aprenda a estar em silêncio primeiro. Aprenda a ser humilde, aprenda a ouvir. E aprenda, principalmente, que Sua voz nos fala através de pessoas e de fatos e que nem sempre a solução que Ele encontra para os nossos problemas são as mesmas que impomos. Deus também diz "não" quando é disso que precisamos. Ele conhece nosso coração muito melhor que nós, pois vê dentro e vê nosso amanhã. Ele conhece nossos limites e nossas necessidades.
A bíblia nos dá este conselho: "quando quiser falar com Deus, entra em seu quarto e, em silêncio, ora ao Teu Pai."
Eis a sabedoria Divina, a chave do mistério e que nunca compreendemos. Mas ainda é tempo...
Encontramos no livro de Provérbios a seguinte frase: "as palavras são prata, mas o silêncio é ouro."
A voz do silêncio é a voz de Deus. E falar com Ele é um privilégio maravilhoso acessível a todos nós.

domingo, 30 de maio de 2010

O direito de ser

Se a dor é individual,
se o amor é individual,
com que direito as pessoas querem
escolher o que é melhor para os outros?

Não,
não e mil vezes não!

Ninguém tem o direito
de interferir na felicidade de
outra pessoa.
Cada qual deve conhecer
os limites do seu próprio jardim
e também os do vizinho,
filhos, pais e amigos.

Medo de que o outro
se engane e seja infeliz?
Cada qual deve ter sua quota
de responsabilidade naquilo
que faz ou deixa de fazer,
deve ter o direito de experimentar
o doce da felicidade e o
amargo das decepções,
se for preciso.

Isso chama-se respeito
à individualidade de cada um,
dar-lhe o direito de ser e
ser completamente,
exatamente como desejamos
para nós mesmos,
exigimos até.

O difícil no relacionamento
entre as pessoas é saber até
onde deve-se ir.

O fio que separa o amor
que sentimos e a liberdade
do outro de ser e de escolher
o que quer ser é frágil,
mas ele existe.

Mesmo com todo amor que sentia,
com os riscos, perigos e tentações,

Deus deixou o homem
livre para tocar ou não na árvore,
provar ou não do fruto.
E não o amou menos por isso,
nem renegou.

Ensinou-nos que amar
significa cercar o outro de amor,
mas sem prendê-lo,
sem impedi-lo de respirar
e de ser o que deseja ser.

:: :: :: :: ::

COMENTÁRIOS DA AUTORA

Podemos cometer erros graves
em nome daquilo que chamamos
de amor e amizade.

Podemos,
na nossa ânsia de querer
o bem do outro
(para satisfazer nossa própria necessidade)
interferir na sua vida e impedi-lo
de viver os pedaços de dias,
os sonhos e as necessidades
que só cabe a ele.

Quando pequenos,
escolhemos para nossos filhos,
porque é assim a vida e que
estamos aqui para dar-lhes
o alicerce da vida,
no nosso ponto de vista.

Mas, crescendo,
crescem também suas asas,
desenvolve-se sua personalidade,
um ser humano à partes iguais
a nós se forma.

E mesmo se não concordamos
com suas escolhas,
não existimos para julgá-los,
mas para amá-los e ensinar-lhes
o respeito do ser humano.

Deus,
com grande maestria,
plantou um jardim,
deu forma a ele e pôs nEle a
coroa da Sua criação,
para que pudesse ir e vir.

Deu-lhe o sopro da vida
e a liberdade de escolher.

Acolheu-o
certamente com lágrimas,
mas com os braços abertos
e o coração inteiro.

Por que nós,
imperfeitos e clamando
o direito de ser,
permitimo-nos julgar e condenar ?

Cada qual tem o
seu direito de viver a vida,
beber dela, mergulhar nela,
buscar seus pormenores,
cair aqui e caminhar ali,
receber o sol e a chuva como
bênçãos oferecidas por Aquele que,
mesmo depois de estarmos
fora do Jardim,
plantou-nos novas flores e
deu-nos uma chance mais
de ser feliz.

O texto de hoje é pequenininho,
mas penso que fala muito para
quem tem o coração aberto.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A glória de Deus

Há pessoas que esperam ansiosamente pela glória de Deus;

há pessoas que vivem em busca da eternidade e de promessas de uma vida melhor e belezas que nossos olhos verão;

há pessoas que sobem em montanhas para se sentirem mais perto de Deus;

há pessoas aguardando o amanhã como se o hoje não existisse.

E portanto...

A glória de Deus está espalhada por toda a terra em cada coisa que Ele criou; há algo de majestoso, sublime e belo em cada pétala de flor, em cada gota de oceano, em cada pedacinho da natureza e... no próprio homem!

A eternidade é apenas a continuação de uma vida e não o objetivo dela; as bênçãos prometidas devem ser recebidas e gozadas no presente e não posso imaginar algo mais belo e suntuoso que esse jardim maravilhoso chamado Terra, onde o Senhor nos plantou como seres superiores.

Deus é onipresente. Ele em Si está em toda parte. É possível encontrá-lo em meio a uma multidão ou em um deserto. Não nos afastamos dEle quando descemos uma montanha... nos afastamos quando deixamos de amar. E mesmo assim Ele aguarda, imutável, que abramos novamente nosso coração.

Não existe um amanhã perfeito sem um hoje bem vivido. Nosso amanhã é a casa que construímos hoje com nossas atitudes, nosso viver, nosso comportamento, nossa visão do mundo e das coisas. O amor que espalhamos, o bem que fazemos, o olhar que dirigimos às belezas que Deus criou e colocou à nossa disposição, são tijolinhos que, juntos, vão construindo nosso abrigo diante do Pai.

E a glória de Deus está aqui, agora. É suficiente abrir os olhos...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Coisas esquecidas

Coisa boa é o tempo de namoro. Tempo quando sentimos que somos importantes. O outro preocupa-se, telefona, faz carinho, diz coisas ridiculamente lindas ao nosso ouvido, faz surpresas, dá a mão e beijos intermináveis.
Mas a longa convivência vai apagando aos poucos o essencial de um relacionamento. Acostuma-se tanto ao outro que certas coisas perdem o sentido.
Esquece-se do beijo na saída e na chegada. E... de antes de dormir.
Esquece-se do abraço bem apertado que diz tanto sem dizer nada.
Esquece-se de datas importantes e comuns aos dois.
Esquece-se de andar lado a lado.
Esquece-se do te amo, do estou feliz porque tenho você.
Esquece-se do poder de uma flor.
Esquece-se... do namoro!
Fala-se do passado como do bom tempo. Mas... passado!
E as pessoas surpreendem-se por viverem tão afastadas vivendo juntas. Um se deita mais cedo, o outro mais tarde; um se levanta, o outro fica. Fazem amor por obrigação.
Culpa de quem? Dois dois. Quando há um problema entre um casal a culpa é fatalmente dos dois lados. Uma coisa conduz a outra.
E muitos casais seguem assim. Juntos, apesar de tudo, cada um do seu lado sofre interiormente de solidão. Cada um sonha, secretamente, com emoções esquecidas, com grandes paixões. E ninguém pensa em reacender a brasa. Ninguém pensa em reconquistar o que se tem, justamente porque se tem. Mas há tanto que pode ser feito!
Lembre-se das coisas esquecidas! Lembre-se do início. O que foi mesmo que te conquistou no outro? Inversamente, pense no que foi em você que conquistou o outro coração. Reaviva a chama!
Nunca permita que o essencial morra por causa de trabalho, estresse, filhos e atividades extras.
É essencial estar juntos. Mas, mais que isso, amar juntos de amor inteiro.
É preciso cuidar do amor como se cuida de algo frágil. A pessoa amada não faz parte dos móveis da casa. Cuide dela e cuide-se. Antes que a vida a dois caia no esquecimento.
Não se esqueça de lembrar-se das coisas esquecidas! Amor não é só coisa para os jovens não. Paixão faz bem em qualquer idade. Carinho nunca é demais. Atenção cativa. Reaprenda a amar aquela pessoa que um dia fez bater seu coração mais forte.
Muitas coisas podem ficar esquecidas. Mas o amor, ele mesmo, nunca se esquece!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Ao homem pertencem os planos do coração

Existe certamente uma diferença entre
a teimosia e a persistência.

Aquele que persiste tem um
objetivo do qual não larga,
não abandona facilmente até que
o último suspiro seja dado,
ou a vida decida de outra maneira.

O persistente é forte nos seus objetivos.
O teimoso, por outro lado,
é um persistente exagerado,
que vai em frente sem querer saber
o que encontra no caminho,
cego a quaisquer outras idéias que a sua.

O persistente,
com o tempo alcança alguma coisa.
O teimoso caminha,
caminha e acaba se esbarrando
em dificuldades que com o tempo
o farão desistir.

Muitos e muitos dos projetos
que fazemos vão por água abaixo.
Outros,
iremos até a linha de chegada
e carregaremos no rosto o
sorriso de satisfação.

E entre as coisas que conseguimos
e as que perdemos,
ganharíamos um tempo enorme
se pudéssemos ter a honestidade de
identificar os sinais e
seguir por eles.

As coisas que não dão certo
não chegam a esse fim de um
dia para o outro.
Os sinais aparecem,
mas preferimos ignorá-los,
achamos desculpas pra eles e até
(que ironia!!!)
dizemos que estão lá apenas
para nos testar.

É quando insistimos nesses
caminhos que sabemos que não
levam a lugar nenhum que choramos
nossas mais grossas lágrimas.

O coração não engana ninguém.
Ele dá os sinais e fica de lado para
deixar a cada pessoa
seu livre arbítrio,
direito de cada um de errar
e de acertar.

E nós vamos plantando
e colhendo os frutos das
nossas decisões.
Todos os nossos projetos chegam
ao trono de Deus.

E Ele,
carinhosamente e até com jeito,
inúmeras vezes nos diz que
eles não são bons,
porque nos ama e quer evitar
nossas lágrimas e decepções.

E,
como os que pensam que tudo sabem,
apresentamos nossos projetos
mas ficamos surdos à
resposta Divina,
aos apelos do coração que
se enganam com menos freqüência
do que pensamos.

É isso que nos dá o nó no estômago
e a consciência que nos diz
"eu sabia",
mas que chega, infelizmente,
sempre tarde demais.

Portanto,
é assim que vamos aprendendo
a vida e que nosso coração
adquire a certeza que o Senhor
responde a todas as nossas perguntas,
mesmo se às vezes são coisas
que não queremos ouvir.

E aprendemos também que confiar
no Senhor é dar um passo à frente,
é evitar certas estradas,
os tropeços,
os choros e abrir os olhos
aos horizontes serenos aos quais
Deus nos destina.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O orgulho

Existem dois tipos de orgulho. Primeiro, o sentimento de satisfação de si próprio, que é positivo, se não demasiado. O outro, negativo, é aquele que coloca barreiras entre nós e as outras pessoas.
É bom o sentimento de satisfação quando empreendemos alguma coisa e vamos até o fim com vitória. Sabemos que nos esforçamos e que valeu a pena. A alegria interna que chega em forma de paz e serenidade, a felicidade calma, nos recompensa de todo o possível sofrimento da caminhada. Bom estar feliz consigo mesmo, se dizer que se quis e que se chegou lá.
Mas vejamos a outra face: o orgulho que nos impede de ir adiante. Aquele sentimento que nos separa até das pessoas mais queridas.
Por orgulho não reconhecemos nossos erros. Às vezes até reconhecemos em nós, interiormente, com aquela dorzinha fina de ter que admitir ao menos a si que se está errado, mas de lá a confessar a outros é outra coisa. É duro. Está em nós, mas não sai, nos bloqueia, paralisa nossas palavras e nossas ações e seria preciso um esforço sobrenatural para ter que admitir.
E por que não admitimos, não pedimos perdão. Preferimos viver com aquele sentimento angustiante do que ter que nos rebaixar (seria se rebaixar realmente?) a confessar que estamos errados. Quanto tempo jogamos no lixo por causa disso! Nunca passa pela nossa cabeça que muitas vezes quando nos ajoelhamos estamos mais próximos de Deus.
Triste mesmo é quando nos feriram, nos pedem perdão e ainda assim o orgulho nos prende. Quando somos incapazes de fazer com que o amor fique mais forte e maior que a mágoa. Quando o negativo sobrepõe o positivo e ainda assim continuamos na mesma posição, altivos e infelizes. Infelizes sim, porque não é possível ser feliz com tanta infelicidade por dentro.
Há famílias onde existem pessoas que ficam anos sem se comunicar porque um dia alguém fez alguma coisa que magoou o outro. E cada um fica do seu lado, com sua razão, sozinho no seu direito de estar certo e não dar o braço a torcer. Cada qual está atado ao seu orgulho e carrega isso até a morte, onde geralmente se pergunta se não deveria ter agido de outra forma. Mas então já é tarde...
Não teria todo mundo direito ao erro? Somos nós assim tão perfeitos para julgar e condenar os que falharam em alguma coisa?
Quem nunca precisou de perdão? Quem caminhou sempre em linha reta, sem ter tropeçado uma vez ou outra nas estradas da vida?
Não vale a pena deixar de falar com as pessoas porque nos magoaram, não vale a pena não reconhecer nossos erros por medo de humilhação. Não vale a pena deixar de ir a algum lugar porque fulano ou ciclano vai estar presente. Não vale a pena deixar o orgulho dominar nosso eu.
Não vale a pena deixar de viver enquanto vivemos. De bem com a vida, consigo, com o mundo... de bem com todos!
É preciso liberar-se do orgulho que impede de viver. Os pássaros que são livres voam muito mais alto e vêm mais beleza do que os que ficam presos. E eles cantam mais!!!
Sem fardos caminhamos mais facilmente e com certeza seremos capazes de ir muito mais além.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Uma flor sem igual

Olhando as estrelas, lindas, livres e brilhando acima de quaisquer contrariedades, gostaríamos de ser como uma delas.

Olhando as flores que resistem ao sol, à noite, o dia, às secas e ao vento forte, temos dificuldade em imaginar que algo assim tão frágil não se deixe destruir.

E quando vemos pessoas com vidas perfeitas (!!!), sem medo do que os outros pensam ou do que possa vir, desejamos a força que está nelas.
Nos questionamos, sem razão, por que somos assim tão pequenos, insignificantes e imaginamos que a história poderia perfeitamente ter acontecido sem a nossa colaboração. E nessa última parte temos até razão, ela poderia...
Só que não é assim com a vida! Estrelas, há de todos os tamanhos e toda intensidade de luz.
Flores? Há aquelas que só vivem uma noite e nem um minuto a mais lhes é concedido.
E pessoas... tão imperfeitas umas quanto as outras, elas só sabem o que vai nas suas veias, os medos que escondem, as lutas que enfrentam, os pesadelos que repulsam e o esforço para continuar uma estrada que há muito parecia ter tido fim.
Se passarmos a vida em comparações perderemos o melhor que ela tem para nos oferecer.
Cada um de nós é uma luz, um perfume, uma flor que Deus plantou e mesmo se nossa força não está unicamente nas nossas mãos, nossa contribuição pode ser dada.
Uma só estrela dá encanto ao céu, mas é o conjunto delas que faz brilhar a noite, que faz nascer a esperança de um novo amanhecer.
Aceite suas diferenças, porque elas são a sua contribuição para o mundo. Sem sua parte, a história seria outra.
O objetivo de cada um deveria ser o bem. Poderíamos, por mais pequenos que fôssemos, ser nós a trazer o pequenino ramo de oliveira que indicaria um novo recomeço, não da humanidade, mas pelo menos de uma situação.
Quem eu sou importa muito pouco quando sei o que posso ser se me unir a outros, quando me dou conta da realidade que uma mão a mais não vence as dificuldades, mas fortalece os que estão dentro da roda da vida e que essa mão pode ser a minha.

terça-feira, 6 de abril de 2010

A Verdade

Creio que a busca de todo ser humano é o equilíbrio espiritual, emocional, físico e financeiro. De uma forma ou de outra, chamamos isso de felicidade para resumir.
E para que a vida tenha tido um sentido no seu fim, o homem quer ainda salvar a sua alma. O que é natural, pois a plenitude da vida do homem é o seu reencontro com Aquele que o criou.
E todo mundo corre atrás dessa felicidade, desse bem maior. Vai-se de um lado para o outro, crê-se nisso ou naquilo, porque é necessário apegar-se a alguma coisa nesse mundo para que a vida tenha sentido, para que possamos esperar pelo dia seguinte e acreditar que no próximo ano as coisas estarão melhores.
Por que os homens procuram tantas soluções para os seus problemas se a única que existe está tão próxima deles? Talvez justamente porque o que está perto demais a gente não vê direito. O que é evidente a gente não enxerga, está tão perto que nem prestamos atenção. Tudo parece tão comum quando está junto de nós o tempo todo!
É preciso se ter consciência que todo caminho não conduz a Deus e é por isso que a humanidade se sente perdida. Tanto que ela não se reencontrar nAquele que a gerou, ela vai continuar vagando, nessas idas e vindas que a conduzirão a muitas coisas, menos ao essencial.
Existem muitas verdades no mundo? Sim, muitas. Mas só UMA conduz a Deus: Jesus!
Religiões e crenças não levam a Deus, embora possamos aprender muito com grupos de pessoas que têm o mesmo objetivo que nós. Mas nenhum outro ser humano que não seja Jesus pode nos levar ao Pai, em nenhum outro encontraremos respostas para nossa felicidade. A vida é efêmera, as pessoas vêem e se vão, mas Jesus é eterno.
Fazer o bem, amar o próximo e levar uma vida correta é conseqüência do nosso relacionamento com Deus, não um caminho para se chegar a Ele. Homens podem curar, fazer milagres, trazer a paz, nos mostrar o caminho, mas ainda assim só serão homens, por melhores que sejam, simples mortais. A natureza é linda e perfeita, mas foi-nos dada para nosso deleite, e mostrar o quanto Deus é minucioso na sua perfeição, mas ela jamais vai nos conduzir a Ele.
Só existe uma Verdade Absoluta e quem crê em Deus, deve crer nisso. Só existe UM Caminho! Quem negar isso, nega todo o sacrifício da cruz e as próprias palavras do Mestre. Quem negar isso, nega o amor dAquele que nos amou acima de tudo.
Há mistérios no mundo que a nós não foi dada a ciência para desvendar. Não ainda. Mas um dia nossos olhos se abrirão e teremos todo o entendimento.
Enquanto isso, sejamos pacificadores, sejamos o sal da terra e a luz do mundo, sejamos aqueles que seguem as pisadas do Mestre, sejamos aqueles que já compreenderam que Deus está junto de nós e que podemos caminhar de mãos dadas com Ele se assim decidirmos. Isso vai fazer toda a diferença no nosso caminho. Creiam nisso!...

quinta-feira, 18 de março de 2010

De você para você

Muitas e muitas pessoas gastam suas vidas numa impressão eterna de passar pela vida sem viver.
Agrada-se aos pais, irmãos, amigos, namorado(a), marido, esposa. Se as pessoas que amamos estão felizes, está tudo bem. Não! Não é bem assim! Se não estamos bem é que não está tudo bem!
Agradar aos outros, fazer pelos outros, dar de si sem contar, sem esperar de volta o que dizemos que a vida oferece naturalmente faz parte da nobreza do nosso caráter, mas não deve ser sinal da nossa fraqueza.
Há alguém que existe além do outro: nós!
O que Deus nos pede não é uma vida de renúncias, como se não mais existíssimos, não fôssemos importantes, não tivéssemos, nós também necessidades que devem ser preenchidas.
O carinho que damos, é o mesmo que precisamos. A atenção que oferecemos, é a mesma que carecemos.
Amar o outro não é esquecer-se de si, é simplesmente amá-lo. E se esse amor exige de nós a aceitação de coisas que ferem nossa alma, é que algo está errado.
Deus não criou pessoas para servirem e outras para serem servidas. Ele criou todas as pessoas à sua imagem e semelhança, com desejos de dar e receber, como Ele mesmo. Ele nos dá um amor incondicional e nos ofereceu salvação, mas em troca pede que estejamos perto dEle.
Como podemos oferecer a felicidade e paz a alguém se nosso coração está morrendo?
O amor ao outro não deve desgastar-nos, mas completar-nos.
E de você pra você, digo:
Deus não quer migalhas de você, um ser destruído e com a impressão de não ter tirado da vida as melhores coisas.
Deus quer você completo, pois é somente estando bem que poderá fazer o bem.
Eu disse e digo uma vez mais: ame-se!
Ame-se o bastante para pôr-se de pé, para erguer a cabeça, para não aceitar viver uma vida de resignação em função de pessoas que não dão o mínimo valor ao que você é, ao que você pode ser.
Ame-se ao ponto de poder olhar-se no espelho e ficar feliz com o que vê. Se isso ainda não acontece, vire a vida de cabeça pra baixo, cuide da sua saúde física, mental e espiritual, cuide da sua aparência... coloque um enorme sorriso no rosto!
Afaste-se do mal, das armadilhas onde você inevitavelmente poderá cair, dos perigos que poderão fazer com que se perca. As velhas mágoas matam muito mais a você do que a quem te magoou, porque é você quem as carrega; aprenda a passar por cima.
Você pode perder muitas coisas na vida, mas perderá tudo, se perder a sua auto-estima, seu amor-próprio.
Nosso corpo é o templo do Espírito Santo de Deus. Que tipo de lar tem você para oferecer Àquele que te formou?
Viva de forma que aqueles que estejam perto de você respirem a paz, percebam a luz e desejem estar eternamente na sua presença. Deus também possui esse desejo...

segunda-feira, 15 de março de 2010

Um mundo maravilhoso

Eu não sei se a terra se acomodou
com tantas catástrofes
ou se as pessoas acabam se
acostumando com as tragédias.
Prefiro pensar que não.

Prefiro pensar que os corações
não se endurecem,
não tornam-se insensíveis
e indiferentes.

O que aconteceu
no Haiti essa semana
moveu o mundo inteiro.

De repente os países
e as populações uniram-se
num bloco de solidariedade
para tentar salvar o que se
podia da situação.

Grandes gestos,
grandes feitos,
grandes homens...

Mas por que é preciso uma
tragédia para que o mundo acorde
para ajudar um dos países mais
pobres do mundo?

Antes do terremoto a miséria
já assolava o local,
os tetos já caíam sobre as cabeças
e as pessoas já não tinham
o que comer.

Assim somos nós nesse
mundo que Deus criou.
Nos acomodamos a tudo
e passamos a olhar com
indiferença e muitas vezes
é preciso que algo extraordinário
aconteça para que sejamos
sacudidos e possamos acordar.

Nos comportamos dessa
maneira em relação ao
mundo e aos nossos.

Quem ainda não percebeu
que as lágrimas aproximam muito
mais as pessoas que as alegrias?

Os abraços de consolação são
mais demorados e mais sinceros
que os de felicitações,
como se a dor tivesse o poder
de soldar o que estava quebrado,
unir o que estava separado.

Talvez seja essa a razão das
grandes tragédias que acontecem.
Talvez precisemos desses alertas
para que possamos olhar nossa
casa e o mundo de forma diferente,
mais humana.

Eu queria que não fosse
preciso uma doença,
uma má notícia,
uma desilusão para que as
pessoas despertassem
para a vida.

Queria um mundo maravilhoso
onde ouvir fosse natural,
a gentileza fosse natural,
o perdão fosse dado antes
que o outro pedisse,
onde compartilhar fizesse parte
da rotina diária de cada um.

Se assim fosse,
haveria menos famílias separadas,
menos fome, menos solidão,
menos peso nos ombros
de certas pessoas e menos
infelicidade.

O mundo é o que é e não
podemos voltar atrás.
Mas nada nos impede de
olhar para a frente,
de abrir os olhos,
os braços e o coração.

Nada nos impede de dar as mãos,
reparar erros,
erguer a cabeça e continuar
a acreditar que amanhã pode
ser diferente de hoje e que,
por mínima que ela seja,
nossa contribuição pode
ser dada.

Quem pensa que não possui
nada e nada pode dar está
muito enganado.

Damos muito quando oferecemos
nossas orações e iluminamos
os caminhos quando
distribuímos a esperança.

Quando ajudamos o nosso próximo,
não deixamos pegadas
apenas na sua história,
deixamos também marcas
no coração de Deus.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Um tesouro inestimável

É geralmente quando
não podemos dizer mais nada
que gostaríamos de ter
dito algo mais.

E por que não dizemos
o que sentimos e esperamos sempre
para o momento seguinte?

Por que não aprendemos,
definitivamente,
que a vida é o que temos agora
e temos nas mãos o poder
de fazer dela o que queremos,
que podemos evitar os arrependimentos,
que podemos, simplesmente,
dar e receber dela o melhor
que existe?

Nós conhecemos todas as
regras do bem-viver.

Nós conhecemos todos os caminhos
que levam ao Caminho do céu
e sabemos exatamente o
que devemos fazer.

Quando alguém nos diz algo
que vai de encontro ao que
já sabíamos é que temos aquela
sensação de que apenas algo
foi acordado em nós,
mas ele estava lá,
claro como a luz do dia
e nós é que estávamos cegos.
Isso nos prova que os conhecimentos
estão todos em nós.

Não podemos mudar o mundo
se não nos mudamos.
Não podemos olhar para fora
se deixamos fechadas nossas janelas,
não podemos fazer nada
acontecer se deixamos sempre
para amanhã para fazer
isso ou aquilo.

Por que o orgulho fica maior que
o amor dentro de nós se ele
nos afasta das pessoas que mais
amamos e se ele nos impede,
a nós mesmos,
de sermos felizes?

A família é um tesouro inestimável.

E mesmo se entre pedras preciosas
encontramos pedras brutas,
elas também fazem parte do
todo da nossa história.
São nossas raízes e nossos galhos,
são as flores e frutos e são
o sangue que corre nas nossas veias.

Cortar laços de sangue
é cortar um pouco de si mesmo,
ficar aleijado de alguma forma.

As grandes pessoas são aquelas
que aprendem a passar por
cima de muros e enxergar
apenas o essencial.

Se fechamos uma porta para
alguém entrar,
essa mesma porta nos
impede de sair.
E acabamos perdendo.

Deus escolheu uma família
para enviar Seu Filho
porque sabe que o ser
humano precisa
disso para manter
seu equilíbrio.

Quaisquer que forem
as portas que estejam fechadas,
temos uma chave nas mãos.

Diminuído não é quem busca,
mas quem rejeita.

O amor é capaz de criar laços
onde já não mais existiam
e construir pontes que nos
levarão aos outros e eles a nós.

E por onde,
com toda a certeza,
Deus terá prazer em caminhar.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Por onde começar

Sonhos,
planos e objetivos temos
aos montes.

O que nos falta, nos dizemos,
são as oportunidades para realizá-los,
falta o começo do fio,
o primeiro degrau,
o primeiro caminho de uma
estrada que prevemos
longa e rica.

Perdemos um grande
tempo por que nos conhecemos
o bastante para saber quais
são nossos desejos,
mas não o suficiente para
acreditar que podemos chegar
ao fim deles.

Claro,
essa regra não se aplica
a todo mundo e é por isso que
o mundo continua a andar.

Há quem chegue a uma certa
idade e se ache velho demais
para construir.

Essas pessoas olham para
trás e admiram os que
consideram fortes e
determinados e se dizem que
tudo o que eles mesmos
fizeram foi viver o
dia-a-dia como o mais
comum dos mortais.

E mesmo se os sonhos
não morreram em si,
acham que agora é tarde para
tentar encontrar o caminho
ao qual teriam dado o
primeiro passo.

Claro,
voltar atrás é impossível.
O que é possível ainda
é não se considerar velho
demais e nem morto em vida,
é saber que o mundo continua
enquanto nós
continuamos e que,
mesmo se precisamos rever
nossos planos e traçar outros,
sempre é tempo de
começar algo.

Não é por que corremos
o risco de nunca ver as flores
que devemos deixar de
plantá-las.

Se não alcançarmos
a bênção de vê-las floridas,
outros o farão,
sentirão seu perfume
e pensarão em nós.

Os que esperam o tempo
de saber onde começar nunca
fazem nada,
porque a idéia já é o começo
e as atitudes a serem
tomadas para
dar vida a ela são os
passos seguintes.

Quando não sabemos por
onde começar,
devemos começar pelo
que sabemos,
nos aplicar nas pequenas
coisas e pequenos detalhes que,
juntos,
poderão realizar grandes coisas.

Se você tem planos no fundo
do seu coração para fazer o bem,
a caridade e
não começa por que
não sabe por onde,
comece com seu irmão,
a casa do seu vizinho
ou com seu colega de trabalho.

A gentileza,
o dom sincero de si e a
bondade,
são recursos que temos
naturalmente.

O que para você
parece insignificante,
para uma outra pessoa
pode ser o ponto que
vai transformar sua vida.

Quaisquer que sejam
nossos projetos,
comecemos pela fé de que
se realizarão.

Depois podemos olhar
para nossas mãos e ver
o que já possuímos,
o que pode
ser aproveitado.

O fato é que de braços
cruzados nunca chegaremos
a voar por nós mesmos.

Mesmo os pássaros
quando voam e procuram
alimentos estão sempre
de asas abertas,
observam o mundo,
o movimento e descobrem
onde podem pousar.

Ponha amor nas mãos
e mãos à obra!

É bem conhecido que
grandes feitos sempre
começaram por pequenos
passos.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Culpas e desculpas

Há os que viajam para os desertos
para encontrar a paz,
fogem das grandes cidades,
do barulho e cortam qualquer
tipo de comunicação;
outros fecham-se em si e a procuram
nas meditações e reflexões
do sentido da vida;
há ainda aqueles que negam
qualquer tipo de culpabilidade,
como se negação fosse sinônimo
de libertação.

Se tivéssemos a possibilidade
de correr o mundo inteiro,
viajar todos os mares e subir
as mais altas montanhas,
atravessar o espaço e ir
além das estrelas,
ainda assim não poderíamos
apagar quem somos,
nem o que vivemos,
não nos tornaríamos melhores
e nem maiores.

Somente um olhar para
dentro de si mesmo,
um reconhecimento de total
condição humana e dependência
do Pai pode nos libertar e colocar
nas nossas mãos a paz que
tanto almejamos.

Ser honesto consigo é ser
honesto com o mundo inteiro.

Quem se engana a si mesmo,
comete o maior dos enganos.

Nunca, aqui na terra,
seremos grandes,
bons e perfeitos o bastante para
dizer que não temos mais nada
para aprender.

Aprendemos a cada dia,
às vezes com lágrimas
e dor no coração.

Não nos livramos das culpas
quando fugimos delas
e as desculpas não agem
como sabão.

Se quisermos dar passos ao
encontro do caminho da paz
e de um mundo melhor,
devemos aprender a aceitar
certas coisas:

- Não sabemos tudo;

- O outro pode perfeitamente ter razão;

- Devemos assumir nossas culpas
sem nos refugiar nas desculpas e isso
não nos impedirá de olhar
para a frente;

- Os erros que cometemos não
devem nos amarrar definitivamente
ao passado;

- O direito que temos de errar,
outros também têm e fracassar uma
vez não é fracassar para
a vida toda;

- Os pais também se enganam
e mesmo quando isso acontece
é que desejam o melhor para
os seus filhos;

- Cortar os pontos com alguém
é cortar pontes onde nós e os outros
poderíamos atravessar e viver
isolado não é a melhor solução
para resolver problemas;

- A comunicação é importante
para evitar mal-entendidos;

- Franqueza e doçura não precisam
estar dissociados;

- Evitar uma briga vale mais
que ter razão;

- Os gestos valem tanto
quanto palavras;

- Não é só a intenção que conta,
mas ela conta muito;

- Brincar não é privilégio
das crianças;

- Devemos perdoar até
setenta vezes sete;

- Ninguém é melhor
que ninguém;

- Somos todos moldados do mesmo
barro e o mesmo Deus que
soprou nas minhas narinas,
soprou nas narinas do meu irmão;

- Todos temos pecados;

- Jesus também chorou,
Ele foi crucificado,
mas nunca crucificou.

- Podemos estar na mais
alta montanha,
no mais longíquo dos desertos
e ainda assim estar
longe de Deus.

- Aquele que busca a Verdade,
encontra a Paz.

- Se somos herdeiros
do pecado e herdeiros
do bem.

São as sementes desse
último que devemos deixar
ao longo da nossa passagem.

Lágrimas da depressão

Por ser uma doença tão
incompreendida é que
muitos evitam falar.

Quem não experimentou,
não sabe o que significa não
ter forças emocionais para abrir
a janela para ver o sol.

O depressivo busca refúgio
no isolamento,
ele não se sente abandonado,
abandona-se,
desiste de si,
de uma certa forma.

Há pessoas que
choram seu destino,
mas ao depressivo
isso não acontece,
pois se chora é porque não
consegue ver destino,
nem bom, nem ruim,
apenas um vazio instalado
a alguns metros dos
seus olhos.

Falta vontade pra levantar,
pra andar, pra sair,
pra viver...
a única vontade que sobra
é a de dormir,
pois esta não pede esforço,
não exige ajuda e não obriga
ninguém a enfrentar o dia.

Na depressão só as lágrimas
são companheiras,
pois vêem sozinhas e ficam
juntas sem tentar consolar
e sem fazer perguntas
ou exigências.
Elas ficam,
simplesmente, presentes.

Que a vida é bela eu sei!
Ela é bela para quem ri
e para quem chora,
para quem espera e para
quem desespera.
Ela é bela quando é noite,
quando é dia,
quando a chuva canta na
janela e os ventos assobiam
estranhas canções.

Mas a beleza da vida não
é atrativo bastante para encher
uma alma de querer,
para injetar nela a vida
e novas perspectivas.

É preciso mais,
muito mais que a luz do
dia ou a suavidade de uma
flor para dar a uma pessoa
o desejo de se levantar e
recomeçar o caminho.

É difícil buscar forças quando
já utilizamos todas as
reservas possíveis,
mas é exatamente esse o
momento de dirigir-nos a Deus,
pois se nossas forças físicas
parecem mortas,
nosso pensamento está
bem vivo.

E é quando abandonamos
completamente nosso desejo
ao desejo de Deus que nos
tornamos mais fortes.

Que o depressivo não pense
que chegou ao fim do caminho,
ele apenas fez uma parada.

Há ainda muita estrada
pela frente,
novas perspectivas
e novos horizontes.

Quando Deus toma a direção
das nossas vidas é que as
janelas começam a se abrir,
que nosso coração bate um
pouco mais apressado
e começamos a encontrar
as soluções para o que antes
parecia perdido.

Podemos atravessar
a dolorosa estrada da depressão,
mas chegaremos ao fim dela,
pois se sozinhos nos sentimos,
sós já não estamos.

A vida continua linda,
continua bela.
E se já não sabemos mais olhar,
Deus nos ensina como
abrir os olhos.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Lágrimas da depressão

Por ser uma doença tão
incompreendida é que
muitos evitam falar.

Quem não experimentou,
não sabe o que significa não
ter forças emocionais para abrir
a janela para ver o sol.

O depressivo busca refúgio
no isolamento,
ele não se sente abandonado,
abandona-se,
desiste de si,
de uma certa forma.

Há pessoas que
choram seu destino,
mas ao depressivo
isso não acontece,
pois se chora é porque não
consegue ver destino,
nem bom, nem ruim,
apenas um vazio instalado
a alguns metros dos
seus olhos.

Falta vontade pra levantar,
pra andar, pra sair,
pra viver...
a única vontade que sobra
é a de dormir,
pois esta não pede esforço,
não exige ajuda e não obriga
ninguém a enfrentar o dia.

Na depressão só as lágrimas
são companheiras,
pois vêem sozinhas e ficam
juntas sem tentar consolar
e sem fazer perguntas
ou exigências.
Elas ficam,
simplesmente, presentes.

Que a vida é bela eu sei!
Ela é bela para quem ri
e para quem chora,
para quem espera e para
quem desespera.
Ela é bela quando é noite,
quando é dia,
quando a chuva canta na
janela e os ventos assobiam
estranhas canções.

Mas a beleza da vida não
é atrativo bastante para encher
uma alma de querer,
para injetar nela a vida
e novas perspectivas.

É preciso mais,
muito mais que a luz do
dia ou a suavidade de uma
flor para dar a uma pessoa
o desejo de se levantar e
recomeçar o caminho.

É difícil buscar forças quando
já utilizamos todas as
reservas possíveis,
mas é exatamente esse o
momento de dirigir-nos a Deus,
pois se nossas forças físicas
parecem mortas,
nosso pensamento está
bem vivo.

E é quando abandonamos
completamente nosso desejo
ao desejo de Deus que nos
tornamos mais fortes.

Que o depressivo não pense
que chegou ao fim do caminho,
ele apenas fez uma parada.

Há ainda muita estrada
pela frente,
novas perspectivas
e novos horizontes.

Quando Deus toma a direção
das nossas vidas é que as
janelas começam a se abrir,
que nosso coração bate um
pouco mais apressado
e começamos a encontrar
as soluções para o que antes
parecia perdido.

Podemos atravessar
a dolorosa estrada da depressão,
mas chegaremos ao fim dela,
pois se sozinhos nos sentimos,
sós já não estamos.

A vida continua linda,
continua bela.
E se já não sabemos mais olhar,
Deus nos ensina como
abrir os olhos.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Por onde começar

Sonhos,
planos e objetivos temos
aos montes.

O que nos falta, nos dizemos,
são as oportunidades para realizá-los,
falta o começo do fio,
o primeiro degrau,
o primeiro caminho de uma
estrada que prevemos
longa e rica.

Perdemos um grande
tempo por que nos conhecemos
o bastante para saber quais
são nossos desejos,
mas não o suficiente para
acreditar que podemos chegar
ao fim deles.

Claro,
essa regra não se aplica
a todo mundo e é por isso que
o mundo continua a andar.

Há quem chegue a uma certa
idade e se ache velho demais
para construir.

Essas pessoas olham para
trás e admiram os que
consideram fortes e
determinados e se dizem que
tudo o que eles mesmos
fizeram foi viver o
dia-a-dia como o mais
comum dos mortais.

E mesmo se os sonhos
não morreram em si,
acham que agora é tarde para
tentar encontrar o caminho
ao qual teriam dado o
primeiro passo.

Claro,
voltar atrás é impossível.
O que é possível ainda
é não se considerar velho
demais e nem morto em vida,
é saber que o mundo continua
enquanto nós
continuamos e que,
mesmo se precisamos rever
nossos planos e traçar outros,
sempre é tempo de
começar algo.

Não é por que corremos
o risco de nunca ver as flores
que devemos deixar de
plantá-las.

Se não alcançarmos
a bênção de vê-las floridas,
outros o farão,
sentirão seu perfume
e pensarão em nós.

Os que esperam o tempo
de saber onde começar nunca
fazem nada,
porque a idéia já é o começo
e as atitudes a serem
tomadas para
dar vida a ela são os
passos seguintes.

Quando não sabemos por
onde começar,
devemos começar pelo
que sabemos,
nos aplicar nas pequenas
coisas e pequenos detalhes que,
juntos,
poderão realizar grandes coisas.

Se você tem planos no fundo
do seu coração para fazer o bem,
a caridade e
não começa por que
não sabe por onde,
comece com seu irmão,
a casa do seu vizinho
ou com seu colega de trabalho.

A gentileza,
o dom sincero de si e a
bondade,
são recursos que temos
naturalmente.

O que para você
parece insignificante,
para uma outra pessoa
pode ser o ponto que
vai transformar sua vida.

Quaisquer que sejam
nossos projetos,
comecemos pela fé de que
se realizarão.

Depois podemos olhar
para nossas mãos e ver
o que já possuímos,
o que pode
ser aproveitado.

O fato é que de braços
cruzados nunca chegaremos
a voar por nós mesmos.

Mesmo os pássaros
quando voam e procuram
alimentos estão sempre
de asas abertas,
observam o mundo,
o movimento e descobrem
onde podem pousar.

Ponha amor nas mãos
e mãos à obra!

É bem conhecido que
grandes feitos sempre
começaram por pequenos
passos.