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terça-feira, 25 de maio de 2010

ESTÁS CONTENTE?

Coadjuvando as experiências do mundo, onde tantos irmãos nossos
desfilam sob os mais variados impulsos, apercebemo-nos da importância
de avaliar as nossas expressões de vida, a fim de nos darmos conta do
nível da nossa contribuição ou desserviço na Grande Oficina do mundo.

Vale a pena te dês conta dos teus prazeres, das tuas alegrias,
atentando para o nível do contentamento no qual te achas mergulhado.

Muitas vezes imaginas, como imenso número na Terra, que tudo o que te
faça sorrir, que te sensibilize as entranhas será bem-vindo,
facilitando as tuas horas de lazer, nos ócios aos quais te dedicas.

Ignoras, às vezes, que o mais importante será a qualidade das tuas
alegrias, uma vez que há alegrias nascidas da infelicidade de alguém,
quando a insensibilidade moral for proeminente na criatura.

Também há alegrias cujas bases se assentam na criminalidade declarada
ou velada, quando o cinismo se faz grotesca marca nessas almas
empedernidas.

Casos inúmeros de alegria estão apoiados na indiferença no tocante aos
sofrimentos, carências e lutas humanas, o que se caracteriza como
lodosa expressão nessas individualidades enfermadas por gélida postura.

Se estás contente, vale a pena que intumesças a alma com esse júbilo,
fazendo-o brotar da mente tranqüila, tanto quanto do sentimento de bem
e do bom, sem que deixes de operar no campo dos mais fecundos
progressos.

Se te sentes contente, será grandioso que te faças embaixador dessas
alegrias para tantos quantos vivem ao teu derredor, promovendo
estesias e encantos nas vidas de todos.

Imperioso é que não te conspurques pretextando alegria; eloqüente é
que não te aconselhes com as faixas da irresponsabilidade por conta da
alegria; excelente é que não te ensoberbeças, nem te faças promíscuo
pela alegria.

O teu contentamento deverá significar sempre a presença do amor divino
em teu íntimo, e, se o amor divino se aninha em teu âmago, ainda que
não o percebas, seguirás espargindo nobre luz.

O que o mundo entende, em geral, por contentamento, é a atividade
demarcada pela presença dos alcoólicos, dos estupefacientes com
tropismo cerebral, das aberrações emocionais de vasto espectro.

Para ti, porém, que vibras no bojo das lições celestes, vale aprender
como desenvolver verdadeira alegria, sem ocultar essas energias
internas, mas abrindo o íntimo para que em todo e qualquer tempo, o
teu contentamento retrate a real vibração da alma feliz que,
conduzindo um sol de amor no coração, é capaz de fazer brilhar a
própria luz, em homenagem ao nosso Excelso Guia, o Meigo Jesus.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

SACRIFICAS-TE?

Por certo supões que os Poderes Celestes olvidaram-te, na
marcha áspera em que te encontras.

Certamente, imaginas quer os teus sofrimentos, tuas lutas,
teus suores são os mais ácidos achados pelas humanas rotas.

Não se faz necessário grande esforço para demonstrar que te
encontras equivocado, se pensas dessa forma.

Nunca te esqueças de que Deus não adormece e Suas Leis,
perfeitas em todos os níveis consideradas, e, por isso, estás
exatamente onde deve estar, com quem precisas estar e como desejas
ficar, tendo em vista que os teus esforços por fazer o melhor e ser
feliz, estão atrelados aos fatores causais que detonaste em tempos
mais ou menos distantes.

Por que te sentes aturdido, como se uma grande desolação
estivesse a minar as tuas estruturas íntimas? Sentes-te sacrificado na
cruz de pesados deveres, dos quais não consegues te afugentar.

Medita, então, sobre o teu caso.

Partindo do princípio de que o Criador é a Absoluta
Perfeição, o que te ocorre, embora tenhas tu mesmo motivado, ocorre
sob o olhar desse Criador, pela mesma razão porque te respeitou a
liberdade de ação, traçando os rumos de tua evolução, mais ou menos
lenta.

Diante dos teus olhos e perante a tua sensibilidade desfilam:

- esposos, cobradores incorrigíveis, a te exigirem cada dia
mais sacrifícios, como se vivessem para perturbarem-te;

- filhos cruéis, desatenciosos, que, apesar do melhor que lhe
deste, especializam-se em fustigar a tua alma cotidianamente;

- irmãos consangüíneos que, por razões várias, foram postos
sob os teus cuidados, e, ante a necessidade de orientá-los, mantê-los,
amá-los ou suportá-los, apesar de inúmeras vezes somente receberes
ingratidão, desconsideração e exigências;

- amigos das linhas sociais, tanto quanto colegas de
profissão, operando nas mesmas oficinas, passam a pesar sobre os teus
ombros em processos de inumana competição, como se fossem inimigos
encarniçados disputando, violentamente, os palmos do espaço social e
profissional onde se acham;

- renúncias, quase sempre, a muitas coisas que gostarias de
fazer, de usufruir, a fim de remanejares os recursos em benefício dos
que te rodeiam como dependentes dos teus afetos e dedicações, sem que
isso redunde na melhoria deles, que agem como se tu não fizesses mais
do que a tua obrigação...

Medita, pois, medita.

Sacrificas-te?

Sim, sem dúvida.

Mas, retornando as concepções da perfeição divina,
compreenderás que estás desenvolvendo a muita gente aquilo que deves,
desde tempos pretéritos, a muita gente.

Porque te embrenhaste pelos matagais da irreflexão e dos
desatinos, no passado, deves, agora, apoiar-te ao bordão da coragem,
da confiança da Providência Maior para que te quites com a Lei,
retomando os passos da renovação.

Assim, não te agastes com os sacrifícios que tenhas que fazer.

Unge-te com os ensinos de Jesus Cristo.

Ajusta-te à oração contrita e balsamizante.

Reveste-te de paciência para com os que te impõem duros testemunhos.

Trabalha, disposto a ressarcir e crescer, na convicção de que
o final desses embates pode já estar próximo.

Não te esqueças de que sacrificar significa fazer sagrado,
como indicam as bases latinas. Transforma, então, tuas lutas,
dificuldades e lágrimas, em sagrada oferenda à Vida, a tua vida, para
que, logo mais, te libertes da tua dúvida e te enriqueças com os
legítimos valores da fé e do trabalho regenerador.