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quinta-feira, 31 de março de 2011

Observe para Atender

A piedade é o melancólico, mas celeste precursor da caridade, primeira das virtudes que a tem por irmã e cujos benefícios ela prepara e enobrece.
Alan Kardec, E.S.E. Cap.XIII- ltem 17).




Você comentará falhas alheias, sem resultado edificante, e se fará dilapidador das fraquezas do próximo.
Você censurará o vizinho, sem lhe retificar a posição, e se converterá em juiz impiedoso das vicissitudes dos outros.
Você discutirá as imperfeições do amigo, sem lhe modificar a situação moral, e se transformará em algoz de quem já é vitima de si mesmo.
Você debaterá problemas dos conhecidos, sem os solucionar, e se tornará leviano examinador das causas que lhe não pertencem.
Você exporá feridas do caráter das pessoas, sem as medicar, e se situará na condição de enfermeiro negligente em doenças a que lhe não cabe oferecer assistência.
Cale o verbo que não ajuda, observe e sirva.
Você caminha sob a mesma ameaça.

Os outros observam-no também.
Deixe que a tentação da censura morra asfixiada no algodão do silêncio.
Ninguém é infeliz por prazer.
Os que mais erram são doentes contumazes que requerem o medicamento fraterno da prece e do entendimento.
O comentário improdutivo é gás que asfixia as plantas da esperança alheia.
Sua censura é espinho na alma do vizinho.
A exposição dos insucessos do próximo é estilete a ferir-lhe a chaga aberta.
Recorde o Mestre e examine-se.
Sua ascensão apóia-se na ascensão dos companheiros.
A queda de alguém é embaraço em seu caminho.
Auxilie sem exigência e indistintamente.
Permita ao grande tempo a tarefa de corrigir e educar. Confira a você mesmo o impositivo somente de ajudar.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

CUSTÓDIA DO AMOR.

"...Para que cada um receba o que fez por meio do corpo,
conforme o que praticou, o bem ou o mal".
(Paulo - II Coríntios - 5:10)

A sua dúvida sistemática produz incertezas nos outros.
A sua agressividade mental fere os que o cercam, mesmo que
você não arroje os dardos da palavra rude ou da ação violenta.
O seu azedume gera mal-estar no meio em que você vive.
A sua leviandade inspira receios entre aqueles que lhe
compartem a convivência.
A sua insatisfação promove um clima de desconcerto entre os
seus amigos.
A sua suspeita contínua afasta os que desejariam tornar-se
seus companheiros.
O seu desalinho emocional inquieta os outros e fá-los temer
sua convivência.
O que lhe é pernicioso e recebe cultivo torna-se insuportável
às criaturas que o acercam.
Cada qual colhe conforme esparze.
Tal sementeira qual colheita.
A vida, regime de sociedade, são trocas.
Quem prefere instilar veneno ou se referta nas injunções
perturbantes, descobre-se inditoso em razão da própria invigilância.
Assim, se você deseja alegria, saúde, coragem, fé, afeições e
paz não estimule as tendências negativas nem as inclinações más.
Policie a vontade doentia e trate-a com a medicação do
Evangelho da Vida, fortalecendo-se sob a custódia do amor que deve doar, a
fim de que o amor lhe conceda a felicidade que almeja.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sublime Alguém

Ninguém poderá carregar o fardo de suas dores.
Eduque-se com o sofrimento.
Ninguém entenderá os problemas complexos de sua existência.
Exercite o silêncio.
Ninguém seguirá com você indefinidamente.
Acostume-se com a solidão.
Ninguém acreditará que suas aflições sejam maiores do que as do vizinho.
Liberte-se delas com o trabalho de auto-iluminação.
Ninguém lhe atenderá todas as necessidades.
Subordine-se apenas ao que você tem.
Ninguém responderá por seus erros.
Tenha cuidado no proceder.
Ninguém suportará suas exigências.
Faça-se brando e simples.
Ninguém o libertará do arrependimento após o crime.

Medite na paciência e domine os impulsos.
Ninguém compreenderá seus sacrifícios e renúncias para a manutenção de uma vida modesta e honrada.
Persevere no dever bem cumprido.
Sábio é todo aquele que reconhece a infinita pequenez ante a infinita grandeza da vida.

Embora ninguém possa servi-lo sempre, você encontrará um sublime Alguém, que tem para cada anseio de sua alma uma alternativa de amor.
Por você, Ele carregou o fardo do mundo...
Compreendeu os conflitos da vida...
Caminhou com todos...
Socorreu todos que O buscaram...
Matou a fome, saciou a sede e ouviu as multidões inquietas... Atendeu à viúva de Naim, ao apelo materno em Caná...
Carregou a cruz da injustiça sem nenhuma reclamação...
Perdoou a traição de Judas, desculpou as negativas de Pedro e a ambos libertou do remorso com a concessão do trabalho em novos avatares...
Compreendeu as lutas da mulher atormentada, sedenta de paz; esclareceu o enfático doutor do Sinédrio, sedento de saber; arrancou das trevas o cego Bartimeu, sedento de claridade...
Ensinou que diante do amor todos os enigmas do Universo se aclaram, por ser o Pai Celeste a Suprema Fonte do Amor.
Não se imponha, pois, a ninguém.
Embora você dependa de todos, nada aguarde dos outros.
Receba e agradeça o que lhe chegue e como chegue, ajude e passe...
Aprenda que a luta é a lição de cada hora no abençoado livro da existência planetária, e siga adiante com Ele, que

"jamais se escusava".

domingo, 31 de janeiro de 2010

Como Respondeu?

Como Respondeu?
“Perdoar aos inimigos é pedir
perdão para si próprio; perdoar
aos amigos é dar-lhes uma prova
de amizade; perdoar as ofensas é
mostrar-se melhor do que era.”

À hora de cólera, você exclamou: “Vingar-me-ei!”
E perdeu uma feliz oportunidade de exercitar o perdão.

Escarnecido pela ignorância, você retrucou: “Infeliz perseguidor!”
E malbaratou o ensejo de iluminar em silêncio.

Esbofeteado pela agressividade da intolerância, você reagiu: “Nunca mais
terás outra ocasião de ferir-me!”

E desperdiçou a lição do sofrimento.

Dominado pela preguiça, você justificou: “Amanhã farei a assistência
programada.”

E esqueceu que agora é a hora da ação editicante.

Acuado pela perseguição geral, você indagou: “Por que Deus me abandonou?”
E não enxergou a Divina Presença na linguagem do testemunho que lhe era
solicitado.

Aturdido pela maledicência, você desabafou: “Ninguém presta!”.

E feriu, sem motivo, muitas almas boas ,generalizando a invigilância e a
crueldade.

Esmagado pela pobreza, você inquiriu: “Onde o socorro celeste?”

E atestou o apego às coisas terrenas.
Ante a felicidade aparente dos levianos, você disse: “Só os maus vencem!”

E desrespeitou a fé cristã que você vive, inspirada na cruz de ignomínia
onde Ele pereceu.

Ao impacto de acusações injustas, você baqueou: “Estou perdido!”

E não se recordou d'Aquele que é o nosso Caminho.

Entretanto, poderia dizer sempre: “Em ti confio, Senhor, e a Ti me entrego.”

E Ele, que nunca abandona os que n'Ele confiam, saberia ajudá-lo
incessantemente.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

PROGRAMA PARA PERDOAR

“... Perdoai e sereis perdoados." (Lucas – 6:37)

Esforce-se para impedir que a ofensa
se converta em mágoa.
Silencie o sucesso infeliz em que
se viu envolvido.
Acautele-se, face aos comentários
que lhe tragam os maledicentes
e os levianos.
Reflita, maduramente, valorizando
o ensejo e retirando proveito da
lição que o alcança
em forma de sofrimento.
Se você é inocente, exulte.
Se é culpado, tranqüilize-se diante
do pagamento.
Não fique remoendo, mentalmente,
o acontecido.
Pense na hipótese de o seu
agressor estar enfermo.
A posição da vítima é sempre melhor.
Enseje ao desafeto oportunidade para
a reparação e o retorno.
Se tudo estiver, aparentemente,
contra você, fiscalizado por uns,
perseguido por outros,
mantenha inalterada sua confiança
em Deus, que tudo sabe.
Desgraça verdadeira é perseguir,
inquietar, comprazer-se na dor alheia,
envenenar-se com o azedume
e a cólera.
Perdoando, você estará sempre
em paz, podendo auferir mais
tarde as vantagens de haver sido
enganado, perseguido ou ultrajado,
com o espírito livre de outros débitos,
de que, então, se encontrará liberado.