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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

PAGAR ATÉ O ÚLTIMO CEITIL

“Digo-te que dali não sairás enquanto não tiveres pago até o último ceitil!”

O Mestre reportava-se a resgates dolorosos, a difíceis prestações de contas e as conseqüências desastrosas de atos irrefletidos, quando assim falou.

Entretanto, essas mesmas palavras se aplicam também ao recebimento de verdadeiras recompensas pelos atos bons, à prestação de contas com juros, até no campo do bem e com vistas a prêmios concedidos a trabalhadores dignos.

É isso que faz com que os nossos corações exultem de alegria e felicidade em meditar que agora somos um pouquinho mais esclarecidos na faceta do amor que tempera a justiça.

Bem sabeis que, primitivamente, a palavra justiça inspirava temor, evocava castigo e até mesmo o inferno considerado sem fim.

Entretanto, agora que a luz da Terceira Revelação ilumina toda a Terra, quando não seja claramente em livros ou palestras, pelo menos no íntimo das consciências que aos poucos despertarão para a realidade da vida e da possibilidade da comunicação entre os dois planos.

Em nossa época, repetimos, é imenso o nosso regozijo, porque vemos quão blasfema era a idéia de um castigo sem remissão e como a justiça se ocupava quase que exclusivamente em maltratar e punir.

Hoje porém, temos os olhos mais abertos para o amor de Deus.

Como não cessa Ele de distribuir prêmios, bênçãos e alegria, vos pedimos que confieis nessa justiça imensa e nesse amor infinito, que não deixa passar a menor ação sem abençoar e sem conduzir para caminho reto, quando se trata de ação d’Ele desviada.

Elevemos o coração ao Pai com gratidão imensa e peçamos para que todos que não compreendem a Divina Justiça, venham fazê-lo em breve tempo.

Assim seja!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Severa Advertência

Meus filhos,

Estamos na grande luta.


Não consideramos fortuito este momento, que o acaso parece ter engendrado.
Estamos convidados a espalhar, a ampliar fronteiras do reino de Deus, mas
não creiam que a tarefa é muito fácil.


Crucificados, os discípulos do Mestre verdadeiramente leais prosseguem em
trevas invisíves.


Ontem era a arena, o madeiro, o cárcere, o exílio forçado, as labaredas, o
degredo, o abandono dos afetos mais caros, mas, hoje, também é assim:
degredos e exílios intimos, abandonos, soledade, sofrimento e perseguições
neste intercâmbio dos dois mundos em litígio, em que as forças da loucura e
da insensatez se aglutinam para apagar da História o nome do Mestre,
induzindo cristãos desatentos a estados patológicos irreversíveis, por
enquanto, deixando as marcas purulentas da má conduta, tisnando o nome do
ideal que abraçam por Jesus.

Estamos convocados a prosseguir. Cada um de nós é convidado a uma cota que
não pode ser menosprezada, ao testemunho silencioso aureolado de alegria,
porque o reino não é daqui, não obstante aqui comece.


Demo-nos as mãos e preparemos-nos, porque a luta recrudescerá.


As dificuldades multiplicar-se-ão.


O profano insinua-se no divino, o vulgar no especial, o ridículo no ideal.


Tenhamos cuidado, meus filhos, para que as nossas Casas não sejam invadidas
por torvelinhos que lhes descaracterizem a pureza da vivência evangélica ali
instalada.

Mantenhamo-nos unidos, sem que os miasmas da perturbação intoxiquem e as
imposições do desequilíbrio predominem.


O Cristão sem sacrifício está sem Cristo.


Discípulo sem disciplina encontra-se sem Mestre.


Aprendiz sem dever está à própria sorte.


Jesus nunca nos desampara, mas é provável que o preteiramos para ir, por
preferência, à busca de outros condutores mais consentâneos com as nossas
aflições desmedidas e necessidades falsas, acalentadas no desperdício.


Uma equipe de trabalhadores que compreende o significado da fé, vivendo pela
fé, para a fé, é que o Senhor de todos nós espera, neste momento. Meus
filhos, que o Senhor nos abençoe e nos guarde. São os votos do servidor
humílimo e paternal de sempre,